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Entre o tempo da produção econômica e o da reprodução social = a vida das teleoperadoras

Texto completo
Autor(es):
Taís Viudes de Freitas
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Liliana Rolfsen Petrilli Segnini; Helena Sumiko Hirata; Selma Borghi Venco; Leonardo Gomes Mello e Silva
Orientador: Maria Lygia Quatim de Moraes
Resumo

O mundo do trabalho vem sofrendo transformações, frutos do desenvolvimento tecnológico, que levam a um aumento da produtividade. Neste contexto, novas profissões surgem, a exemplo do teleatendimento, caracterizado por uma intensa flexibilidade e elevado grau de precariedade nas relações de trabalho. A oferta destes serviços prolonga-se durante as 24 horas do dia e por todos os dias da semana, exigindo dos profissionais flexibilidade quanto aos dias e horários de trabalho. Nestes serviços, a força de trabalho feminina é majoritária, o que é justificado, no setor empresarial, pelo fato de que as construções sociais acerca da representação da mulher na sociedade atendem às demandas de qualificação deste setor. No presente estudo, objetiva-se analisar sociologicamente a categoria tempo em dois sentidos: como controlador e regulador do tempo produtivo e como organizador do tempo da reprodução social. Na medida em que jornadas flexíveis de trabalho são recorrentes no setor de teleatendimento, cabe analisar quais as conseqüências desta prática sobre a vida social dos trabalhadores. Para tanto, tem-se como objeto de estudo as trabalhadoras de teleatendimento, principalmente aquelas inseridas em regimes excepcionais e com horários freqüentemente alternados, por ser esta uma profissão que alia alta tecnologia e informatização para controle e dinamização do tempo de produção à exigência de horários flexíveis de trabalho (AU)