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A feminização da velhice e a invisibilidade da violencia contra o idoso : um estudo sobre o atendimento de velhos nas delegacias de policia

Texto completo
Autor(es):
Amanda Marques de Oliveira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Theophilos Rifiotis; Wânia Pasinato
Orientador: Guita Grin Debert
Resumo

Essa dissertação tem como base uma pesquisa realizada em uma Delegacia de Defesa da Mulher e num Distrito Policial localizados numa cidade do interior do Estado de São Paulo. Seu objetivo foi compreender os significados que a violência contra o idoso tem para os agentes policiais e o conjunto de práticas por eles desenvolvidas no tratamento das ocorrências que têm como vítimas pessoas com 60 anos ou mais. Com essa finalidade, a investigação articulou a análise da documentação produzida pela polícia com a observação de comportamentos e entrevistas no ambiente policial. Os dados levantados permitiram mapear os tipos de ocorrências; identificar o perfil social das vítimas; e a maneira como os agentes compreendiam as denúncias e a especificidade da situação dos velhos. Constatou-se que a compreensão dos policiais das duas delegacias sobre a violência contra o idoso invisibiliza a violência denunciada que, na maioria dos casos, tinha como agressor conhecidos ou familiares das vítimas. Os agentes policiais, por um lado, feminizavam a velhice considerando que as queixas envolvendo a família deveriam ser encaminhadas para a delegacia de defesa da mulher, mesmo quando a vítima era do sexo masculino. Por outro lado, associavam à velhice características como a passividade, a dependência e a falta de vigor físico, o que não corresponde ao perfil das vítimas compareciam às delegacias. Como esse trabalho demonstra, os velhos que denunciam estão muito distantes dessa imagem do velho frágil e dependente da família e das instituições voltadas para o cuidado da velhice. São homens e mulheres com autonomia funcional e de rendimentos que buscaram nas delegacias, especializadas e comuns, um espaço para solucionar seus conflitos e garantir a propriedade de seus bens (AU)