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Transição para a vida adulta em São Paulo : cenários e tendências socio-demográficas

Texto completo
Autor(es):
Joice Melo Vieira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Elisabete Doria Bilac; Maria Filomena Gregori; Jair Lício Ferreira Santos; Suzana Cavenaghi
Orientador: Maria Coleta F. A. de Oliveira
Resumo

A transição para a vida adulta é um momento crítico do curso de vida dos sujeitos. É uma fase que se caracteriza por importantes mudanças de status, que assinalam de diferentes formas a passagem da condição de dependente à condição de independente. Do ponto de vista sócio-demográfico, as mudanças de status mais importantes são: a conversão do indivíduo de estudante em trabalhador, de membro dependente de um domicílio em chefe de domicílio, de solteiro em pessoa em união, de filho (a) em pai ou mãe. O principal objetivo é descrever e analisar o processo de transição para a vida adulta no Estado de São Paulo em dois momentos de alargamento da coorte jovem, 1970 e 2000. Tanto em um quanto em outro se observam as chamadas ondas jovens, apesar da diferença nos cenários sócio-demográficos no país e no Estado de São Paulo. Busca-se uma apreensão integrada da passagem para a vida adulta, refletindo sobre como fatores de ordem econômica e institucional podem influenciar motivações e decisões acerca de eventos da trajetória de vida dos indivíduos. As fontes de dados utilizadas foram os censos demográficos de 1970 e 2000. Do ponto de vista metodológico, a principal inovação consiste na aplicação da análise de entropia de coortes sintéticas. Com ela é possível mensurar a (des) padronização do curso da vida, além de descrever o ritmo da passagem para a vida adulta ao longo das idades consideradas jovens. Com vistas a explorar algumas dimensões da vida juvenil no Estado de São Paulo, são utilizadas as informações da Pesquisa de Condições de Vida de 2006. A principal contribuição deste estudo consiste em explorar os diferenciais encontrados no tempo de transição para a vida adulta. Determinadas características sóciodemográficas dos sujeitos - como o sexo, a situação de domicílio, a cor/raça e a camada de renda - estão claramente associadas ao tempo de juventude e ao ritmo das transições. A duração da transição, se mais curta ou mais longa, muda de acordo com essas variáveis sócio-demográficas. Uma questão pertinente é em que medida esta diversidade no processo de transição para a vida adulta é produto de desigualdades sociais e, concomitantemente, reprodutora dessas mesmas desigualdades. (AU)