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(Referência obtida automaticamente do Web of Science, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores.)

Validação clínica de um retinógrafo portátil acoplado a smartphone para avaliação da cabeça do nervo óptico

Texto completo
Autor(es):
Titoneli, Carolina C. [1] ; Filho, Marcio S. [2] ; Lencione, Diego [3] ; Vieira, Flavio Pascoal [3] ; Stuchi, Jose Augusto [3] ; Paula, Jayter S. [1]
Número total de Autores: 6
Afiliação do(s) autor(es):
[1] Univ Sao Paulo, Fac Med Ribeirao Preto, Ribeirao Preto, SP - Brazil
[2] Fundacao PIO XII, Barretos, SP - Brazil
[3] Phelcom Technol, Sao Carlos, SP - Brazil
Número total de Afiliações: 3
Tipo de documento: Artigo Científico
Fonte: Arquivos Brasileiros de Oftalmologia; v. 84, n. 6, p. 531-537, 2021.
Citações Web of Science: 0
Resumo

RESUMO Objetivo: Comparar a qualidade das imagens da retina capturadas com um retinógrafo portátil acoplado a um smartphone com aquelas adquiridas com um retinógrafo comercial padrão e analisar a concordância na determinação da relação escavação/ cabeça do nervo óptico em um coorte de pacientes de um serviço oftalmológico. Métodos: Cinquenta pacientes de um serviço oftalmológico secundário foram submetidos a uma avaliação do fundo de olho bilateral, sob midríase, utilizando o retinógrafo portátil acoplado a um smartphone e o retinógrafo comercial padrão (4 imagens por paciente). Dois oftalmologistas experientes avaliaram a qualidade de todas as imagens e atribuíram a elas uma pontuação entre 1 e 5, de acordo com a escala Likert. Os fatores relacionados a qualidade das imagens foram avaliados utilizando uma análise de regressão multivariada. Dois oftalmologistas determinaram de forma mascarada a relação da escavação/ cabeça do nervo óptico de cada imagem e a concordância intra e interobservador foi calculada. Resultados: Noventa e oito imagens de 49 pacientes foram utilizadas neste estudo para análise de qualidade. Dez imagens de cinco pacientes (quatro do retinógrafo comercial padrão e um do retinógrafo portátil acoplado a um smartphone) foram excluídas das análises de concordância devido à baixa qualidade das mesmas, mas foram considerados nas análises de qualidade. Dos cinco pacientes com imagens excluídas, quatro foram capturadas pelo retinógrafo comercial padrão e uma pelo retinógrafo portátil acoplado a um smartphone. As medianas (intervalo interquartil) da qualidade das imagens não apresentaram diferença estatística entre o retinógrafo portátil acoplado a um smartphone e o retinógrafo comercial padrão (4 [4-5] versus 4 [3-4] respectivamente, p=0.06). As imagens obtidas com o retinógrafo comercial padrão e o diagnóstico de opacidade de meios apresentou uma correlação negativa com a qualidade da imagem. As concordâncias intraobservador (ICC=0,82, p<0,001 e 0,83, p<0,001, para o examinador 1 e 2, respectivamente) e interobservador (ICC = 0,70, p=0,001 e 0,81, p<0.001, para o retinógrafo portátil acoplado a um smartphone e retinógrafo comercial padrão, respectivamente) foram excelentes e estatisticamente significativas. Conclusões: Nossos resultados sugerem que o retinógrafo portátil acoplado a um smartphone apresenta uma qualidade de imagem semelhante ao retinógrafo comercial padrão, com concordância significativa na análise da relação escavação-cabeça do nervo óptico. Além dos bons resultados apresentados, o retinógrafo portátil acoplado a um smartphone pode ser considerado uma alternativa portátil de baixo custo para documentação de retina em cenários futuros de telemedicina. (AU)

Processo FAPESP: 16/00985-5 - Equipamento portátil para diagnóstico em retina controlado por smartphone
Beneficiário:Flávio Pascoal Vieira
Modalidade de apoio: Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE