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Os fatores determinantes da geração de valor em empresas não financeiras de capital aberto brasileiras

Texto completo
Autor(es):
Ana Carolina Costa Corrêa
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Ribeirão Preto.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (PCARP/BC)
Data de defesa:
Membros da banca:
Alexandre Assaf Neto; Fabiano Guasti Lima; Luiz Carlos Jacob Perera
Orientador: Alexandre Assaf Neto
Resumo

No contexto atual dos mercados globalizados, as empresas enfrentam uma competicao cada vez mais complexa na obtencao de capital. Para atrai-lo, elas precisam oferecer um retorno que remunere o risco assumido pelos investidores, ou seja, gerar valor. A Gestao Baseada no Valor defende a maximizacao de riqueza dos acionistas como a meta principal da organizacao. No Brasil, essa abordagem tem sido adotada de forma mais intensa na ultima decada, tornando evidente a necessidade de monitorar o valor da firma nessa economia. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi identificar os principais direcionadores de valor das empresas de capital aberto nao financeiras brasileiras, representadas pelas companhias com acoes negociadas na Bolsa de Valores de Sao Paulo (BM&FBOVESPA), no periodo de 2000 a 2009. Para isso, foram avaliados quais indicadores financeiros estavam mais relacionados a geracao de valor, representada pelo Valor Economico Agregado (VEA), de forma a serem considerados direcionadores desse em cada setor economico. As tecnicas estatísticas utilizadas para esse proposito foram: correlacao, teste t para diferenca de medias entre as empresas com VEA positivo e negativo, regressao multipla, regressao em painel e regressão logistica. Um dos principais resultados encontrados foi que pelo menos dois tercos dos indicadores financeiros utilizados para analise de empresas nao explicam a geracao de valor. Considerando o universo pesquisado, os indicadores financeiros significativamente relacionados a geracao de valor foram: retorno sobre o patrimonio liquido (ROE), retorno sobre o ativo (ROA), spread do acionista, margem bruta, margem liquida e giro do ativo, todos com coeficiente positivo, ou seja, com relacao direta com o VEA. Alem disso, na analise dos setores economicos, por suas caracteristicas especificas, foram encontradas divergencias entre os indicadores financeiros considerados direcionadores de valor. Em relacao ao desempenho das empresas no periodo de analise, observou-se que a maioria delas destruiu valor, ja que apenas 30% obtiveram valor economico agregado anual positivo. Porem, nao ha uniformidade entre os setores, pois as porcentagens medias variaram de 6,7% (setor textil) a 66,7% (setor de petroleo e gas). Outra contribuicao deste trabalho foi a avaliacao das diferencas na geracao de valor das empresas brasileiras antes e apos a crise do subprime. Como resultado tem-se que, embora o ano de 2009 tenha sido o segundo pior nesse quesito, nao foi encontrada diferenca significativa, no conjunto, entre os periodos antes e depois da crise, apesar das divergencias identificadas entre os setores. Esta pesquisa inova pela sua amplitude, ao utilizar um significativo numero de indicadores financeiros (33), que refletem o resultado de estrategias da empresa ligadas a estrutura de capital, rentabilidade, liquidez, operacao e investimento e, tambem, uma ampla base de dados (345 empresas, totalizando 2.205 relatorios anuais), abrangendo dez anos de analise em quinze setores economicos. Assim, espera-se que os resultados contribuam para subsidiar a tomada de decisao nas organizacoes, utilizando a abordagem da Gestao Baseada no Valor, bem como para auxiliar na selecao e monitoramento das empresas pelos investidores. (AU)