Busca avançada
Ano de início
Entree


Efeito de um peptídeo derivado da estaterina (Stn15pSpS) na prevenção do desgaste dentário erosivo do esmalte e dentina in vitro

Texto completo
Autor(es):
Fabiana Navas Reis
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Bauru.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/SDB)
Data de defesa:
Membros da banca:
Marilia Afonso Rabelo Buzalaf; Alessandra Buhler Borges; Taís Scaramucci Forlin; Linda Wang
Orientador: Marilia Afonso Rabelo Buzalaf
Resumo

Sendo a etiologia do desgaste dentário erosivo (DDE) multifatorial, há várias possibilidades preventivas para tratamento das lesões. Experimentos preliminares do nosso grupo revelaram que um peptídeo derivado da estaterina contendo os 15 aminoácidos da região N-terminal, com as serinas 2 e 3 fosforiladas (Stn15pSpS) protege o esmalte contra a erosão inicial. O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de soluções ou géis contendo Stn15pSpS, em diferentes concentrações, na proteção contra a erosão do esmalte e dentina in vitro. Espécimes de esmalte bovino foram divididos em 4 grupos (n =15/grupo), de acordo com a solução de tratamento: 1) Água deionizada (controle negativo), 2) Elmex Erosion Protection(TM) (controle positivo), 3) 1,88 × 10-5 M Stn15pSpS e 4) 3,76 × 10-5 M Stn15pSpS. Para os géis, espécimes de esmalte e dentina bovina foram divididos em 2 grupos (n = 15 e 18/grupo para esmalte e dentina, respectivamente), que foram tratados com géis de quitosana ou carboximetilcelulose (CMC) contendo Stn15pSpS a 1,88 × 10-5 M ou 3,76 × 10-5M. Os géis de quitosana e CMC sem ingredientes ativos serviram como controles negativos, enquanto o gel de quitosana contendo 1,23% F (como NaF) e o gel de fluoreto de fosfato acidulado (1,23% F) serviram como controles positivos. As soluções foram aplicadas nos espécimes por 1 min e os géis, por 4 min. A saliva estimulada foi coletada de 3 doadores e usada para formar uma película adquirida por 2 horas e posteriormente aplicada nos espécimes, tanto para os géis quanto para as soluções. Em seguida, os espécimes foram submetidos a um protocolo de ciclagem de pH erosivo 4 vezes/dia, por 7 dias (0,01 M HCl pH 2,0/45 s, saliva artificial/2 h e saliva artificial durante a noite). As soluções e os géis foram aplicados novamente durante a ciclagem de pH, 2 vezes/dia, por 1 min e por 4 min, respectivamente, após o primeiro e o último desafios erosivos. A perda de esmalte (?m) foi avaliada por perfilometria de contato. Os dados para os espécimes tratados com solução foram analisados pelos testes der Kruskal-Wallis e Dunn (p< 0,05). Os dados dos espécimes tratados com gel foram analisados por ANOVA a 2 critérios (para quitosana e géis CMC, separadamente) e teste de Tukey (p<0,05). A melhor proteção contra o DDE foi conferida pelo Elmex Erosion Protection que diferiu significativamente de todos os outros tratamentos, seguido pelas soluções contendo Stn15pSpS, independentemente da concentração. Em relação aos géis à base de CMC, para o esmalte, nenhum dos tratamentos reduziu significativamente o DDE em 8 comparação com o placebo; para dentina, no entanto, géis contendo estaterina, independentemente da concentração, reduziram significativamente o DDE. Além disso, géis à base de quitosana, independentemente da concentração de estaterina foram capazes de proteger o esmalte e a dentina contra o DDE. (AU)

Processo FAPESP: 20/01634-7 - Efeito de um peptídeo derivado da estaterina (Stn15pSpS) na prevenção do desgaste dentário erosivo do esmalte e dentina in vitro
Beneficiário:Fabiana Navas Reis
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Mestrado