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Friedrich Heinrich Jacobi: a história natural da filosofia especulativa

Texto completo
Autor(es):
Juliana Ferraci Martone
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/SBD)
Data de defesa:
Membros da banca:
Oliver Tolle; Eduardo Brandão; Faustino Fabbianelli; Celí Hirata; Yves Radrizzani
Orientador: Oliver Tolle
Resumo

A tese pretende apresentar a filosofia, ou melhor, a denominada não-filosofia ou não saber de Friedrich Heinrich Jacobi e, de modo mais amplo, esboçar uma resposta para a pergunta sobre o próprio significado do filosofar, partindo do pressuposto jacobiano de que filosofia viva é história, de que o modo de vida é anterior ao modo de pensar. A condição humana é inevitavelmente marcada por um hiato ou um dualismo, pois o homem não é capaz de unificar, de um lado, a existência e, de outro, o saber. Em outras palavras, a ordem do ser e do conhecer não são equivalentes, e filosofia alguma poderá encontrar essa síntese impossível (o \"monossílabo criador\"). Quando ela tenta unifica-los (monismo), cai no fatalismo ou niilismo: renuncia ou à existência, ou ao saber conceitual. Jacobi mostra como a solução para esse dualismo não está no interior do próprio saber, cuja tendência é sempre a unificação de mediações, mas sim no sábio não saber (wissendes Nichtwissen), isto é, na conduta pessoal ou ação moral e política na sociedade, portanto numa filosofia pessoal; não num imperativo, mas num \"optativo categórico\". (AU)

Processo FAPESP: 17/03803-8 - Realismo e não-filosofia em F. H. Jacobi
Beneficiário:Juliana Ferraci Martone
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Doutorado Direto