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Avaliação da condição periodontal, e seu impacto na qualidade de vida, de pacientes com excesso de peso pré-gestacional antes e após o parto

Texto completo
Autor(es):
Gerson Aparecidoi Foratori Júnior
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Bauru.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/SDB)
Data de defesa:
Membros da banca:
Sílvia Helena de Carvalho Sales Peres; Gisele da Silva Dalben; Carla Andreotti Damante; Marcelo de Castro Meneghim
Orientador: Sílvia Helena de Carvalho Sales Peres
Resumo

Este estudo observacional e longitudinal avaliou a condição periodontal em gestantes com excesso de peso pré-gestacional durante os 2º e 3º trimestres da gestação e após o parto. No 2º trimestre (T1) gestacional as gestantes(n=93) foram divididas em: gestantes com excesso peso (GPE=53) e com peso normal (GPN=40) e posteriormente examinadas no 3º trimestre de gestação (T2) e após, no mínimo, 2 meses do parto (T3). As pacientes foram avaliadas: a) Acometimentos sistêmicos na gestação - Hipertensão Arterial [HAr], Diabetes Mellitus Gestacional [DMG] e anemia (T1, T2 e T3); b) Ganho ponderal na gestação (T3); c) Condição periodontal - periodontite, gengivite e cálculo dentário (T1, T2 e T3); d) Qualidade de vida - Questionário Oral Health Impact Profile adaptado [OHIP-14] (T1 e T3); e) Dados antropométricos e condição de saúde sistêmica após a gestação. Teste t, Mann-Whitney, Qui-quadrado, Kruskal-Wallis e regressão logística (Stepwise Forward) foram adotados (p<0,05). GPE mostraram maior frequência de DMG e HAr, no T1 e T2, respectivamente (p= 0,047 e p=0,004). GPE mostraram no T2 ganho ponderal total acima do esperado (p=0,019). Maior frequência de periodontite foi encontrada em todos os períodos para GPE (p<0,05). Houve diferença entre os grupos para gengivite apenas em T2 (p=0,011), sendo maior no grupo de GPE. GPN mostraram melhora de todos os parâmetros periodontais após o parto, enquanto GPE não mostraram diferença com relação a esses parâmetros entre os períodos. Não houve diferenças entre os grupos em T1 e T3 quanto as dimensões e escore total do OHIP-14. Entretanto, três dimensões e o escore total do OHIP-14 melhoraram após o parto para ambos os grupos. No pós-termo, o grupo de GPE mostrou maior IMC, maior relação cintura-quadril e maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A regressão logística mostrou que gestantes com periodontite no 3º trimestre e após o parto apresentaram, respectivamente, 4,28 e 11,70 mais chances de terem excesso de peso. Conclui-se que GPE apresentam piores condições sistêmica e periodontal na gestação e após o parto, sendo que a periodontite está intimamente ligada ao excesso de peso. Além disso, a presença de gengivite e periodontite durante a gestação impactam negativamente na qualidade de vida dessas pacientes. (AU)

Processo FAPESP: 15/25421-4 - Condição oral, nutrição e qualidade de vida: análise em pacientes obesas e não-obesas no período pré e pós-termo
Beneficiário:Gerson Aparecido Foratori Junior
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado