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Biomarcadores moleculares e de neuroimagem em pacientes com comprometimento cognitivo leve : estudo transversal e longitudinal

Texto completo
Autor(es):
Thamires Naela Cardoso Magalhães
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Membros da banca:
Marcondes Cavalcante Franca Junior; Rachel Paes Guimarães; Geraldo Busatto Filho; Andre Russowsky Brunoni
Orientador: Marcio Luiz Figueredo Balthazar
Resumo

As demências neurodegenerativas são doenças que afetam a cognição, o comportamento e a independência do indivíduo, e o tipo mais prevalente é a doença de Alzheimer (DA). Alguns dos principais aspectos da fisiopatologia da DA é o excessivo depósito extracelular do peptídeo beta-amiloide (ßA) e acúmulo intracelular da proteína Tau fosforilada (phosphorylated Tau (p-Tau) no cérebro, que podem ser quantificadas no líquido cefalorraquidiano (LCR). Indivíduos em fases prodrômicas como comprometimento cognitivo leve amnéstico (CCLa) evoluem para demência da DA provável em uma taxa de ~10-15% ao ano. A busca por biomarcadores que possam diferenciar quais desses pacientes evoluirão para DA é tema de grande interesse, sobretudo pela perspectiva de drogas modificadoras da doença. Em relação a marcadores de neuroimagem, há a hipótese de que a DA pode ser uma síndrome de desconexão de redes neuronais envolvendo anormalidades que começam a nível sináptico e progressivamente resultam em perda e degeneração da integridade da substância branca (SB) e cinzenta (SC). No presente trabalho buscamos avaliar transversal e longitudinalmente pacientes com CCLa no continuum da DA, ou seja, com alteração do peptídeo ßA (ßA+) no exame de LCR. Analisamos diferentes técnicas de Ressonância Magnética (volume hipocampal (HV), medidas de imagem por tensor de difusão e conectividade funcional) e análises moleculares (quantificação do peptídeo ßA e proteína Tau no LCR), tanto transversalmente quanto longitudinalmente (nesse caso, comparando CCLa ßA+ em relação à conversão ou não para DA em um período de 13 meses. Utilizamos os programas Multi-Atlas, UF2C e Freesurfer para avaliar imagens de tensor de difusão, conectividade funcional e volume do hipocampo, respectivamente. Em nosso estudo transversal, encontramos diferenças significativas entre os pacientes e controles nas medidas de integridade da SB em vários tratos. Ainda, encontramos correlações significativas entre essas medidas com os níveis liquóricos da proteína Tau nas estruturas temporais mediais (fórnice e os tratos hipocampais do cíngulo direito). Em relação ao estudo longitudinal, mostramos que relação aos valores de HV o grupo conversor apresentou menor volume quando comparados ao grupo controle. E também observamos diferenças quanto a alterações de SB no feixe parahipocampal do cíngulo direito quando comparado o grupo conversor com os não-conversores e com os controles. As medidas estruturais parecem diferenciar melhor os grupos do que os outros marcadores. (AU)