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Avaliação das vias insulínica e inflamatória em tecidos muscular esquelético e adiposo de ratos adultos, proles de ratas com lesão periapical

Texto completo
Autor(es):
Thaís Verônica Saori Tsosura
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Araçatuba. 2019-04-02.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Odontologia. Araçatuba
Data de defesa:
Orientador: Doris Hissako Sumida
Resumo

A programação fetal sugere que estímulos adversos quando aplicados durante o início do desenvolvimento fetal podem alterar o metabolismo da prole, aumentando o risco de doenças na sua vida adulta. Estudos demonstraram que a doença periodontal materna em ratas promove resistência insulínica (RI) em sua prole adulta. Entretanto, estudos que investigaram os efeitos da lesão periapical (LP) materna sobre a saúde da prole são escassos. A LP é uma inflamação no ápice da raiz dental ocasionada geralmente a partir de infecção por bactérias advindas do sistema de canal radicular. Esta patologia está associada com o aumento de fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α) que pode estimular quinase do inibidor kappa B (IKK) e c-Jun amino-terminal quinase (JNK), as quais promovem a fosforilação do substrato do receptor de insulina 1 (IRS-1) em resíduos de serina, resultando na atenuação do sinal insulínico (SI), contribuindo com a RI. Nesse contexto, tornou-se fundamental investigar se a LP materna também promove RI em sua prole adulta. Em vista disso, os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos da LP materna em ratas sobre as concentrações plasmáticas de glicose, insulina e TNF-α, sensibilidade à insulina e as vias insulínica e inflamatória no músculo gastrocnêmio (MG) e tecido adiposo branco periepididimal (TABp) de sua prole adulta. Para tanto, as 15 ratas Wistar (2 meses de idade) foram distribuídas em 3 grupos: 1) ratas controle; 2) ratas com uma LP induzida em primeiro molar superior direito; 3) ratas com quatro LPs induzidas em primeiros e segundos molares superiores e inferiores do lado direito. A LP foi induzida empregando-se broca em aço carbono dotada de esfera de 0,1 mm na extremidade. Após 30 dias de exposição pulpar, as ratas de todos os grupos foram colocadas para acasalamento com ratos saudáveis. Quando os filhotes machos de todas as ratas completaram 75 dias de idade, realizaram-se os seguintes experimentos: 1) dosagem de glicemia e insulinemia, seguido pelo cálculo do Modelo de Avaliação da Homeostase da Resistência à Insulina (HOMA-IR); 2) análise da concentração plasmática de TNF-α pelo método de ensaio de imunoabsorção enzimática e 3) avaliação do grau de fosforilação em tirosina da pp185, do grau de fosforilação em serina do IRS-1 e do grau de fosforilação de IKKα/β e JNK no MG e TABp pelo método de Western blotting. A análise estatística foi feita por análise de variância, seguida pelo teste de Tukey (p<0,05). Os resultados demonstraram que a LP materna promove em sua prole adulta: 1) RI; 2) prejuízo na transdução da etapa inicial do SI no MG e TABp; 3) aumento nas concentrações plasmáticas de insulina e TNF-α; 4) maior grau de fosforilação de IKKα/β no MG e TABp; 4) inalteração na glicemia de jejum; 5) nenhuma mudança no grau de fosforilação de JNK no MG e TABp. Esses resultados demonstram que a LP materna está associada a RI e promove importantes alterações nas vias de SI e inflamação na vida adulta de sua prole. Isso reforça a importância que a manutenção da saúde bucal materna tem sobre a saúde geral da prole. (AU)