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Ocupação, violência e negociação: relações econômicas, políticas e sociais entre populações africanas pastoris e a sociedade colonial portuguesa no sudoeste angolano

Texto completo
Autor(es):
Rafael Coca de Campos
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Campinas, SP.
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Omar Ribeiro Thomaz; Diego Ferreira Marques; Patricia Teixeira Santos
Orientador: Omar Ribeiro Thomaz
Resumo

Esta dissertação tem por objetivo analisar e compreender quais foram as estratégias e os interesses das populações pastoris do Sudoeste angolano face às tentativas de sujeição normativa e objetiva dos africanos durante o período de vigência da legislação indígena conhecida como Indigenato, entre 1926- 1961. A exiguidade dos recursos naturais e econômicos da região do Sudoeste angolano fez com que, desde pelo menos a metade do século XIX, o gado das populações nativas fosse motivo de interesse crescente por parte da sociedade colonial portuguesa. Após os prejuízos causados àquelas populações por guerras movidas pelas autoridades portuguesas entre 1890 e 1926, bem como em decorrência da crise econômica vivida por Portugal em finais da década de 1920, acentua-se a demanda de mão-de-obra africana barata para empreendimentos públicos e privados. Por outro lado, as manadas e a pastorícia nativas passam a ser alvo de uma política de racionalização por parte de técnicos e funcionários administrativos. Face a este contexto, a historiografia tem assumido que, de fato, os africanos teriam se convertido em dóceis reservatórios de mão-de-obra, incapazes de impor seus interesses. Contrapondo-se a esta análise, o estudo ora proposto explora uma documentação de natureza diversa- etnografias, relatórios militares, administrativos, artigos técnicos sobre veterinária, pecuária, legislação- a partir da qual se pode perceber a importância do papel desempenhado pelos africanos na configuração política, social e econômica do Sudoeste angolano no período assinalado. Ademais, ambicionamos suprir a escassez de estudos sobre fenômenos altamente significativos e complexos como o genocídio movido, entre 1940 e 1941, pelos portugueses contra os kuvales (AU)

Processo FAPESP: 14/22194-4 - Ocupação, violência e negociação: relações econômicas, políticas e sociais entre as populações africanas pastoris e a sociedade colonial portuguesa no Sudoeste angolano, 1926-1961
Beneficiário:Rafael Coca de Campos
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Mestrado