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Análise in vivo da relação entre hipóxia e estresse oxidativo sobre o desenvolvimente embriofetal do pâncreas de descendentes de ratas diabéticas

Texto completo
Autor(es):
Isabela Lovizutto Iessi
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Botucatu. 2016-08-12.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Medicina. Botucatu
Data de defesa:
Orientador: Débora Cristina Damasceno; Yuri Karen Sonzato
Resumo

Durante a gravidez diabética, a hiperglicemia materna pode prejudicar o desenvolvimento embrionário por uma associação de hipóxia e estresse oxidativo. Deste modo, nossa hipótese é de que a combinação desses mecanismos esteja envolvida no desenvolvimento pancreático alterado. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do estresse oxidativo e hipóxia no organismo materno sobre o desenvolvimento pancreático fetal em condições hiperglicêmicas. Foram utilizados ratos da linhagem Wistar que foram aleatoriamente distribuídos em: Controle (C); Diabete moderado (DM) e Diabete grave (DG). O diabete foi induzido em ratos pela administração de streptozotocin. As ratas foram acasaladas e, no 18º e 21º dias de prenhez, foram avaliados parâmetros como hiperglicemia e marcadores de hipóxia e de estresse oxidativo maternos. Nos mesmos momentos, os fetos foram coletados para análise das ilhotas pancreáticas. Foram encontradas alterações na tríade hormonal (insulina, glucagon e somatostatina) e marcadores de proliferação celular (PDX-1 e ki67) e morte celular (caspase-3). Essas alterações foram mais evidentes nos fetos advindos do grupo diabete grave. Além disso, a morfologia das ilhotas pancreáticas fetais e localização correta das células endócrinas foram claramente alteradas. Também houve correlação positiva entre glicemia, estresse oxidativo e hipóxia no organismo materno dos grupos diabéticos. Estes mecanismos também foram positivamente correlacionados com a redução no número de ilhotas e de células por ilhota nos descendentes. Portanto, a presença de estresse oxidativo e hipóxia, induzidos por alterações glicêmicas maternas, causou prejuízo no desenvolvimento pancreático fetal. Este fato demonstra que é necessário um rígido controle glicêmico materno para prevenir complicações embriofetais e perinatais (AU)

Processo FAPESP: 11/23642-2 - Análise in vivo da relação entre hipóxia e estresse oxidativo sobre o desenvolvimento embriofetal do pâncreas de descendentes de ratas diabéticas
Beneficiário:Isabela Lovizutto Iessi
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado