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Indicadores de sustentabilidade na gestão de resíduos sólidos urbanos e implicações para a saúde humana

Texto completo
Autor(es):
Tatiane Bonametti Veiga
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Ribeirão Preto.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (PCARP/BC)
Data de defesa:
Membros da banca:
Angela Maria Magosso Takayanagui; Wanda Maria Risso Günther; Arlindo Philippi Junior; Claudia Benedita dos Santos; Valdir Schalch
Orientador: Angela Maria Magosso Takayanagui
Resumo

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, com foco na gestão integrada e sustentável de resíduos sólidos, vem estimulando discussões para a construção de um conhecimento científico e fomentando um processo de mudança direcionado para um novo modelo de desenvolvimento humano e socioambiental. Nessa perspectiva, os gestores devem tomar suas decisões pautadas, não somente nas atuais exigências legais, mas principalmente na busca pelo desenvolvimento sustentável e pela promoção da saúde humana. Esta pesquisa teve como objetivo construir uma lista de indicadores de sustentabilidade para gestão de resíduos sólidos urbanos e implicações para a saúde humana, com base nas diretrizes dessa política. A coleta de dados, embasada na técnica Delphi, foi realizada em 3 etapas, usando escala de mensuração do grau de importância desses indicadores para obtenção do consenso entre pesquisadores da área de resíduos sólidos, captados do Banco de Dados de Grupos de Pesquisas do CNPq. A primeira etapa contou com 52 sujeitos que analisaram, primeiramente, 43 indicadores (13 ambientais, 8 sociais, 10 econômicos, 7 institucionais e 5 da saúde), atribuindo grau de importância para cada um deles. Como resultado, foram excluídos 17 indicadores por não obterem consenso entre os sujeitos, mantidos 10, alterados 16 e incluídos 48 novos indicadores segundo sugestões dos sujeitos, fechando com 74 indicadores, após análise dos dados. A segunda etapa da coleta de dados teve a contribuição de 51 sujeitos que excluíram 18 indicadores e mantiveram 56. Na terceira etapa, os 50 sujeitos, além de atribuírem grau de importância para cada um dos indicadores, também justificaram os casos em que não consideravam o indicador importante. Nessa etapa, nenhum indicador foi excluído e, ao final, permaneceram 56 indicadores nas 5 dimensões: 13 na ambiental, 8 na social, 16 na econômica, 7 na institucional e 12 na da saúde, com um grau de consenso entre os sujeitos que variou de 82% a 98%. Destacam-se, entre os indicadores propostos nesta investigação, os relativos à geração de resíduos que já são utilizados, tanto em setores públicos como privados, resultado que vêm ao encontro das novas diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Contudo, a lista construída nesta pesquisa apresenta outros indicadores que trazem novos olhares nas diferentes dimensões propostas, como os indicadores na área da saúde, sendo a dimensão em que ocorreu o menor número de exclusão no processo de construção dos indicadores. Considera-se que os indicadores propostos podem auxiliar tanto na identificação de dados atualizados para elaboração de Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, bem como ampliar as discussões das políticas públicas de saúde ambiental, não apenas voltadas para resíduos sólidos, mas visando também o alcance de melhores condições ambientais e de saúde no contexto da atual realidade brasileira (AU)

Processo FAPESP: 11/14143-2 - Sistema de indicadores de sustentabilidade para gestão de resíduos e seu impacto na saúde humana
Beneficiário:Tatiane Bonametti Veiga
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado