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Um pintor entre os homens de letras do segundo reinado: manuel de araujo porto alegre e a visao estetica da nacao.

Processo: 97/10597-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 1997
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2000
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Elias Thome Saliba
Beneficiário:Letícia Coelho Squeff
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História da cultura

Resumo

O presente trabalho analisará o conceito de nação elaborado pela chamada "primeira geração romântica brasileira", concentrando-se em Manuel de Araújo Porto Alegre, cuja figura e atuação fornece material rico e pouco explorado. Primeiramente tentarei refletir sobre as possibilidades de ação do intelectual no momento de formação do Estado brasileiro. Farei uma análise da obra e da trajetória do autor, tentando perceber os desafios e dilemas do homem de letras da época: as relações de mecenato com o imperador; o isolamento do resto da sociedade, pouco afeita às letras e artes; os sonhos de construir uma nação culta e civilizada nos trópicos. Além disso, faz-se necessário também uma análise das formas de sensibilidade e das idéias que ocuparam as mentes na época. O projeto de legitimar a nação recém constituída, e, subjacente a ele, o de justificar a monarquia; a busca de formas eminentemente 'brasileiras' de fazer literatura e arte concomitante à adoção de idéias européias, são alguns dos aspectos a serem considerados. A segunda etapa da pesquisa é o exame da idéia de nação expressa por Araújo Porto Alegre. Tentarei ressaltar como os paradigmas elaborados no contexto do iluminismo deixaram suas marcas na idéia romântica de nação. Além disso, pretendo captar um aspecto essencial dos escritos jornalísticos de Araújo Porto Alegre: a aproximação entre nação e arte. Esta associação parece-me, a princípio, peculiar ao imaginário romântico brasileiro. Pretendo mostrar que a concepção de nação elaborada pelos primeiros românticos brasileiros é decorrente de sua incapacidade em interagir com a sociedade brasileira, por um lado, e da pouca ou nenhuma adaptação das correntes de idéias trazidas de fora à situação brasileira. Assim, meu trabalho pretende analisar mais minuciosamente a relação, muito citada, mas pouco estudada, entre a imagem idealizada de nação e a situação do homem de letras do Segundo Reinado. A análise dos vínculos propriamente sociais do discurso sobre a nação, das íntimas relações entre aquele e as condições objetivas da vida do' homem de letras da época, possibilita um olhar renovador sobre algumas das contradições que permeiam a elaboração romântica da nação. (AU)

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