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Em busca de uma antropologia histórica: resgate e atualidades do debate entre Lévi-Strauss e Sartre

Processo: 05/51239-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2005
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2006
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Teoria Antropológica
Pesquisador responsável:Mauro William Barbosa de Almeida
Beneficiário:Talita Pereira de Castro
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Liberdade   Jean-Paul Sartre

Resumo

Em Questão de Método, de 1960, Jean-Paul Sartre teria inaugurado um debate dentro da teoria antropológica ao pretender estabelecer os rumos para a adequação do conhecimento antropológico ao marxismo. Um ponto central na argumentação de Sartre naquela obra é postular o agente humano como dotado da liberdade de agir no sentido da superação de um dado presente, embora situado nos limites do possível em uma dada totalidade histórica. Tal perspectiva humanística e histórica foi objeto de crítica por parte de Claude Lévi-Strauss, sobretudo nos últimos capítulos de O Pensamento Selvagem, de 1962. Um dos aspectos da crítica de Lévi-Strauss consistiu em negar esta capacidade humana de ação livre, bem como em negar a noção de uma totalidade histórica única. Segundo Lévi-Strauss, a tese de Sartre o colocaria numa posição etnocêntrica, isto é, na posição de porta-voz de um modo particular de totalização - precisamente a história -, sendo incapaz de reconhecer outras formas de ordenação significativa da experiência humana. O presente projeto de pesquisa visa reconstruir esse debate a partir da hipótese de leitura segundo a qual ele permanece presente na teoria antropológica contemporânea. Para investigar essa hipótese de leitura, buscaremos na obra de Marshall Sahlins alguns momentos de recuperação teórica deste debate, quando o autor norte-americano acabaria por incorporar as diferentes perspectivas num só corpo coerente, como base para o que ele chama de antropologia histórica. (AU)

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