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Sobrevivência pela máquina da escrita: experimentos por entre divulgação científica, Nietzsche e Casares

Processo: 09/00745-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2009
Vigência (Término): 30 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação
Pesquisador responsável:Carlos Alberto Vogt
Beneficiário:Sheyla Cristina Smanioto Macedo
Instituição-sede: Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (NUDECRI). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Literatura   Ficção (literatura)   Divulgação científica   Biotecnologia

Resumo

O projeto de pesquisa, ação e intervenção Biotecnologias de rua propõe-se a explorar potencialidades múltiplas das mais diversas linguagens para criar artefatos de divulgação das biotecnologias e investigar a recepção destes artefatos, os quais acabam por configurar biotecnologias, se estas forem entendidas como produção discursiva. Partindo da relação entre as biotecnologias que pretendem uma sobrevivência das ideias pela proliferação e as que pretendem uma sobrevivência do corpo pela reprodução, este projeto de pesquisa pretende propor a investigação da relação entre o pensar as biotecnologias e o criar/inventar biotecnologias, isto é, entre o pensar e o criar/inventar, tendo em vista as atividades experimentais de escrita nos blogs do Portal Biotecnologias de rua, especialmente no Calçadão, e outros pares que deste reverberam: ficção/realidade, arte/ciência. Por acreditar na potencialidade de textos ditos ficcionais (e também para tratar dessa potencialidade), pretendemos basear esta discussão nas ideias de criação/invenção, pensamento, pensamento sobre a criação/invenção e criação/invenção sobre o pensamento que propõe o livro A invenção de Morel, de Bioy Casares (2008), o qual entendemos como um texto-maquinário biotecnológico que trabalha para a sobrevivência do narrador através da realização pela escrita ficcional; e também Sobre verdade e mentira, de Nietzsche (2008), o qual propõe discussões nos mesmos âmbitos, tratando das ideias de vida como obra de arte e da defesa pelo autor da necessidade de criação para sobreviver à dita realidade. Pensando nestes dois livros como exemplares da impossibilidade de dissociação entre o pensar e o criar que o projeto Biotecnologias de rua propõe, pretendemos aliar a reflexão sobre a divulgação das biotecnologias à criação de novas biotecnologias para a divulgação daquelas e de si mesmas, entendendo este projeto de pesquisa como uma possibilidade de sobrevivência e de alcance das ideias daquele projeto em outros âmbitos e tempos. (AU)

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