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Análise da variabilidade do clima associada a ocorrência de epidemias (malária, dengue e febre amarela ) no Oeste paulista

Processo: 03/00234-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2003
Vigência (Término): 30 de junho de 2004
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geografia Física
Pesquisador responsável:João Lima Sant'Anna Neto
Beneficiário:Ademilson Damasceno
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Climatologia geográfica   Mudança climática   Impactos na saúde   Epidemias   Planejamento territorial regional

Resumo

Um dos grandes problemas da sociedade brasileira da última década, quando o neoliberalismo econômico impôs um modelo perverso de desenvolvimento associado à enorme concentração de renda, sem dúvida se refere ao retomo de enfermidades provocadas pela proliferação de vetores que, há muito, se imaginavam erradicados. As condições de saúde dos brasileiros, notadamente daqueles que vivem nas cidades e em sua periferia, além de possíveis efeitos do aquecimento global e suas repercussões no mundo tropical, podem ser os responsáveis pelas epidemias de enfermidades como a febre amarela, a malária e a dengue, que nos últimos anos, tem totalizado um número crescente de casos notificados, fazendo inúmeras vítimas. A região do Oeste Paulista, área conhecida por suas elevadas temperaturas e pluviosidade concentrada nos períodos da primavera e verão vem sofrendo transformações recentes na paisagem regional devido à implantação de usinas hidrelétricas nos rios Paraná (UHE Porto Primavera) e Paranapanema (UHE Rosana e UHE Taquaruçú). Estas mudanças podem estar causando alterações no habitat do mosquito, em função do aumento de áreas alagadas que, ao lado dos hábitos culturais e cotidianos da população, podem ser considerados como possíveis causadores dos casos recentes de dengue e malária na região. A área de estudo está localizada no Oeste do Estado de São Paulo e constitui-se na 10a Região Administrativa em que se destaca o município de Presidente Prudente. O processo de ocupação dessa porção do Estado iniciou-se em meados de 1920, em que se alterou profundamente a paisagem do local, transformando-a através do desmatamento desordenado e da crescente urbanização. Tais transformações alteraram o habitat de diversos vetores de doenças, permitindo a estes se distribuírem sobre um espaço cada vez maior. O processo de urbanização, por sua vez, facilita o maior contato entre enfermos, favorece a constituição de novos ambientes propícios ao desenvolvimento destes vetores e a disseminação dessas enfermidades pelo território. O estado de São Paulo tem sido alvo de seguidas ondas de notificações (e confirmações) de casos destas enfermidades, notadamente, na região do Oeste Paulista. A proliferação dos vetores das enfermidades como a Febre Amarela, a Dengue e a Malária que, por se manifestarem através da picada de mosquitos, necessitam de certas condições ambientais para se propagarem num determinado local. Desta forma, por suas características naturais e em função do processo de ocupação, esta região se toma uma interessante área de estudo para a pesquisa. As políticas públicas do setor de saúde têm privilegiado mais o combate às enfermidades, depois que estas se manifestam, do que as ações necessárias para a sua prevenção, não agindo, assim, na origem do problema. Atualmente, verifica-se um aumento no número de casos destas moléstias em território brasileiro. Apesar da Região do Oeste Paulista não se localizar em área endêmica dos vetores destas doenças, as ocorrências vêm aumentando significativamente, assim como o índice de infestação. As causas sugeridas para o aumento de casos são as insuficientes atividades de controle, da disponibilidade do diagnóstico ou diagnóstico tardio, vigilância entomológica e epidemiológica insuficiente, bem como a indisponibilidade de dados suficientes para o controle adequado das manifestações entomológicas e insuficiência e/ou ineficácia dos recursos a serem aplicados no setor de saúde (Costa, 2001), além dos possíveis efeitos das mudanças climáticas (aumento da temperatura e mudança do regime pluviométrico), em escala regional. (AU)

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