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As manifestações polifônicas e intertextuais da charge jornalística e sua atuação sobre a vida do brasileiro: uma análise da República Velha e do lulismo

Processo: 08/57024-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2008
Vigência (Término): 30 de novembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Comunicação Visual
Pesquisador responsável:Maria Angélica Seabra Rodrigues Martins
Beneficiário:Mariane Frascareli Lelis
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Análise do discurso   Charges   Intertextualidade

Resumo

É notável a presença das charges políticas nos jornais da atualidade, entretanto, a associação de desenhos aos textos escritos já se constituirá aliada na divulgação das notícias, como crítica ou como sátira, tomando-se integrante do jornalismo mais interpretativo do século XIX. Em sua trajetória, no decorrer do tempo, sofreu diversas modificações para que atingisse a forma hoje conhecida. Momentos políticos importantes para o Brasil no período da República Velha, como a Revolta da Vacina e o voto de cabresto, no contexto do Coronelismo, foram retratados, através das charges, nos meios impressos de informação, retratando elementos críticos, de denúncia e de humor. De acordo com Bahia (1990), o movimento de jornais e revistas que oconia na então capital federal, Rio de Janeiro, era intenso, denotando o importante papel da charge de cunho político para o esclarecimento da população. Como a charge é construída a partir de fatos que surgem a todo momento, há ocorrência da intertextualidade correlacionar informações já conhecidas a situações novas, constituindo um novo discurso. De acordo com Barros (1999), a polifonia caracteriza alguns textos, nos quais há ocorrência de muitas vozes. Com essa característica, a charge é formada por inúmeras interferências que, quando agrupadas, remetem a um mesmo contexto, podendo provocar o riso. A ética também envolve o tema das charges. Segundo Meyer (1989), quando há publicação da verdade não se pode reclamar de danos por libelo, e como na atualidade há uma maior liberdade de expressão, chargistas e caricaturistas estão aptos a elaborarem seus trabalhos, pois utilizam fatos divulgados na imprensa. A proposta da charge para conduzir ao riso ou à reflexão vincula imagem e palavra, e por possuir vantagem sobre o texto escrito, os desenhos traduzem melhor a informação e a emoção, causando diferentes efeitos de sentido no receptor. O chargista constrói seu discurso, com base em elementos que a Retórica Clássica apresenta como o "Delectare" (agradar) e o Comover (usando a emoção), e a Lingüística Textual, por meio dos Fatores de Textualidade, como tencionalidade/aceitabilidade, situacionalidade/focalização e informatividade. (AU)

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