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Efeitos da associação de cetamina e medetomidina, administrada pela via intramuscular em três regiões anatômicas, na contenção farmacológica de lagartos teiú (Tupinambis merianae)

Processo: 09/18593-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2010
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Antonio José de Araujo Aguiar
Beneficiário:Mariana Silva Aranha
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Medetomidina   Ketamina   Anestesiologia veterinária

Resumo

O lagarto teiú (Tupinambis merianae) é uma espécie de grande ocorrência em vida livre e em zoológicos no Brasil, porém, são poucos os estudos disponíveis sobre estes animais, e nenhum relacionado à anestesia. Como os demais répteis, os teiús apresentam um sistema porta-renal, que drena parte do volume sanguíneo proveniente da cauda e dos membros pélvicos para os rins, antes de atingir a circulação sistêmica, o que pode ocasionar a excreção precoce de fármacos administrados nessas regiões e causar efeitos clínicos inferiores aos desejáveis ou mesmo, a sua ausência. Este estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da associação de cetamina e medetomidina, administrada pela via intramuscular nos membros torácicos e pélvicos, e na base da cauda, em lagartos teiú. Serão empregados oito machos, adultos, hígidos e pesando entre 4 a 6 kg. Dois dias antes de cada procedimento experimental, os lagartos serão alocados em terrário com temperatura ambiente a 35ºC. O fornecimento de alimento será interrompido 24 horas antes da administração dos fármacos, com água oferecida à vontade. Serão administrados cloridrato de cetamina (8 mg/kg) e cloridrato de medetomidina (0,05 mg/kg) pela via intramuscular. Todos os animais serão submetidos ao mesmo procedimento anestésico descrito em três ocasiões em intervalos mínimos de 15 dias. A administração dos fármacos será realizada em três regiões anatômicas: músculo tríceps braquial (tratamento MT), músculo quadríceps femoral (tratamento MP) e musculatura da base da cauda (tratamento BC). A temperatura cloacal será mantida entre 32 e 35ºC durante os procedimentos. Serão avaliados o reflexo de endireitamento postural, o tônus e as reatividades da cauda, dos membros pélvicos e torácicos (Bertelsen et al., 2005), as frequências cardíaca e respiratória, as pressões arteriais sistólica, média e diastólica, além dos tempos de latência, de efeito anestésico e de recuperação do tônus postural. Na ocorrência de períodos de recuperação anestésica superiores a 180 minutos, será administrado hidrocloridrato de atipamezol (0,25 mg/kg, IV). A análise estatística será realizada pela ANOVA, seguida pelo Teste de Tukey, para a avaliação das variáveis quantitativas, e o Teste de Friedmann para as variáveis qualitativas (p<0,05).

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