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Desenvolvimento e estudo da atividade antimicrobiana de um novo biomaterial composto de látex Hevea brasiliensis e Nanopartículas de óxido de zinco

Processo: 23/14723-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2024
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica de Processos e Sistemas
Pesquisador responsável:Angela Mitie Otta Kinoshita
Beneficiário:Joaquim Ferreira Brito
Instituição Sede: Faculdade de Medicina Dr Domingos Leonardo Ceravolo. Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Látex
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:biomembrana | Eskape | Látex | Nanopartícula de Zinco | Biomateriais e nanomateriais

Resumo

O acrônimo ESKAPE (Enterococcus faecium, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa, e espécies de Enterobacter, como a Escherichia coli) reúne as 6 bactérias mais prevalentes e preocupantes responsáveis pela maioria das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Estas possuem diversos mecanismos de evasão aos efeitos biocidas dos antibióticos disponíveis e geram milhares de internações e altíssimos custos hospitalares em todo o mundo anualmente. Algumas cepas destas bactérias são listadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como prioridade máxima para o desenvolvimento de novos antibióticos. As cepas Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii e Pseudomonas aeruginosa estão presentes na pele, conforme estudos realizados com estetoscópios. A introdução de nanopartículas de óxidos metálicos, especialmente o óxido de zinco (ZnO), emerge como uma estratégia promissora para enfrentar esses desafios. Suas propriedades antibióticas e a capacidade de serem aplicadas em diversas formas estruturais ampliam seu potencial na área biomédica. O látex natural da seringueira Hevea brasiliensis, conhecido por sua capacidade de liberação controlada de substâncias, junta-se ao cenário como uma matriz promissora para biomateriais. Sua habilidade comprovada na regeneração tecidual contribui para a proposta de desenvolver curativos funcionais que combinam a atividade angiogênica e de reepitelização com a atividade antimicrobiana das nanopartículas de ZnO. Desta forma, este trabalho visa desenvolver um novo biomaterial composto de látex da seringueira Hevea brasiliensis, associado a nanopartículas de óxido de zinco e analisar o potencial antimicrobiano contra Staphylococcus aureus, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa. As bactérias serão reativadas e submetidas ao teste de Microdiluição em caldo, para determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) de ZnO-NP contra as bactérias mencionadas. Os valores de CIM serão comparados estatisticamente através de teste não paramétrico Kruskal Wallis seguido do teste Student Newman-Keuls e serão considerados estatisticamente diferentes quando p<0.05. O desenvolvimento da biomembrana de látex natural com as nanopartículas de ZnO (ZnO-NPs) será realizado pelo método de adição de ZnO-NPs no látex em suspensão em duas quantidades superiores aos resultados de CIM. A suspensão será colocada em placas de Petri e polimerizada em estufa a 40ºC. O potencial antimicrobiano da nova Biomembrana será avaliado através do experimento de formação do biofilme bacteriano de S. aureus, onde serão avaliados a redução de biomassa do biofilme, redução da atividade metabólica e inibição do crescimento do biofilme. Serão comparados os resultados das biomembranas sem nanopartículas e nas 2 concentrações, através dos mesmos procedimentos estatísticos descritos anteriormente.

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