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Impacto do parasitismo nas preferências térmicas e resposta ao estresse térmico em Colossoma macropomum: uma investigação ecológica e fisiológica

Processo: 23/13869-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Programa Estímulo a Vocações Científicas
Vigência (Início): 04 de janeiro de 2024
Vigência (Término): 23 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Adalberto Luis Val
Beneficiário:Eduardo Kenyu Okido Matsumoto
Instituição Sede: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Brasil). Manaus , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia   Parasitismo   Proteínas de choque térmico   Estresse térmico   Colossoma macropomum
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:biologia térmica | Heat shock protein | Parasitismo | preferência térmica | Biologia térmica

Resumo

O aluno desenvolverá suas atividades com o projeto intitulado "Impacto do Parasitismo nas Preferências Térmicas e Resposta ao Estresse Térmico em Colossoma macropomum: Uma Investigação Ecológica e Fisiológica". A temperatura é um dos fatores mais importantes para os ectotérmicos aquáticos, e na maioria dos peixes, a temperatura corporal é controlada pela temperatura ambiente, de modo que alguns organismos desenvolveram mecanismos termorreguladores para sobreviver e otimizar os processos fisiológicos dependentes da temperatura. Com os desafios atuais das mudanças no clima, compreender as respostas dos organismos aquáticos, torna-se ainda mais crucial. O aumento da variabilidade térmica nos ecossistemas aquáticos pode ter impactos significativos na saúde e adaptação desses animais. Resultados com tambaqui indicam que o aumento de temperatura e CO2 causam elevado nível de parasitismo por monogenea nas brânquias, acarretando danos ao sistema imunológico e osmorregulatório. Assim, este estudo tem como objetivo investigar como o parasitismo pode afetar as preferências térmicas e a resposta ao estresse térmico de Colossoma macropomum. O aluno desenvolverá um experimento onde serão utilizados dois grupos de peixes; um infectado e outro não infectado por monogenea, com 10 indivíduos em cada grupo. A preferência térmica será avaliada em um sistema que oferece gradientes de temperatura, permitindo aos peixes escolherem entre diferentes nichos térmicos. Após um período de aclimatação à temperatura ambiente, serão criados os nichos térmicos utilizando um sistema de aquecimento. Durante o experimento de 6 horas diárias para cada grupo, a transição dos animais entre os nichos térmicos será registrada a cada 1 hora para determinar a temperatura preferida. Após o experimento, será coletado sangue dos animais para análise hematológicas e os tecidos muscular, hepático e branquial para análises de expressão dos genes relacionados ao estresse térmico (hsp70 e hsp90). Este estudo oferece uma perspectiva valiosa sobre como o parasitismo pode interagir com a preferência térmica e respostas ao estresse, fornecendo insights cruciais para a ecologia, sobrevivência e conservação dessa espécie. O aluno será inserido em um contexto de pesquisas em andamento, que está avaliando o impacto do parasitismo sobre a preferência e tolerância térmica nas respostas fisiológicas, comportamentais e imunológicas de espécies de peixes amazônicos. Além disso, o experimento desenvolvido deverá aprofundar a base de conhecimentos já adquirida pelo aluno e ampliará seu conjunto de ferramentas de trabalho. (AU)

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