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Papel das vesículas extracelulares produzidas por Cryptococcus neoformans na comunicação celular

Processo: 23/14259-8
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2023
Vigência (Término): 31 de outubro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Fausto Bruno dos Reis Almeida
Beneficiário:Henrique Trevisam de Oliveira
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:21/06794-5 - Vesículas extracelulares fúngicas: imunomodulação e comunicação celular, AP.JP2
Assunto(s):Cryptococcus neoformans   Micoses   Vesículas extracelulares
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Cryptococcus neoformans | Infecções fúngicas | Vesículas extracelulares

Resumo

Mecanismos que envolvem comunicação célula-célula são importantes para fungos patogênicos durante sua adaptação a ambientes hostis e condições de estresse (mudanças no pH, temperatura de incubação, radiação e moléculas inibitórias), permitindo suasobrevivência no organismo do hospedeiro e, consequentemente, seu sucesso na infecção. Essainteração, mesmo com certa distância, pode regular vários processos, alguns dos quais estãodiretamente relacionados com fatores de virulência. Vesículas extracelulares (VEs) têm sidoestudadas pelo seu papel na comunicação fúngica em diferentes espécies de fungos patogênicos,como Candida, Aspergillus, Paracoccidioides e Cryptococcus. VEs são estruturas com bicamadalipídica as quais carregam uma carga concentrada de proteínas, enzimas, ácidos nucleicos e outrasmoléculas, as quais, em VEs de Cryptococcus spp. podem ser importantes fatores de virulência, tais como: urease, lacase, melanina e glucuronoxilomanana (GXM). Cryptococcus neoformans é o fungo responsável pela criptococose, uma doença que pode ser fatal, principalmente em indivíduos imunossuprimidos. A melanina é um pigmento facilmente detectável com importantes características que conferem proteção fúngica contra radiação, resistência a antifúngicos, apresentando atividade antioxidante e capacidade de contribuir para a estrutura da parede celular. A melanização de cepas de Cryptococcus spp. pode ser induzida in vitro, dependendo da presença de precursor como a L-DOPA (3,4-diidroxifenilalanina) e atividade de lacase. Uma vez que melanina é transportada via VEs, nós propomos extrair VEs de C. neoformans melanizada e adicioná-las às culturas de C. neoformans e C. gatti não melanizadas, explorando a possível indução de melanização, diferenças nos padrões de expressão gênica, morfologia celular, viabilidade e caracterização de VEs produzidas nas culturas de fungos. Dessa forma, esperamos esclarecer a comunicação fúngica via VEs e determinar se as respostas induzidas são espécie-específicas ou similares em fungos do gênero Cryptococcus.

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