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Estimulação cerebral não invasiva em transtornos psiquiátricos em crianças e adolescentes: uma umbrella review de meta-análises de ensaios clínicos

Processo: 23/10454-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2023
Vigência (Término): 30 de setembro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Andre Russowsky Brunoni
Beneficiário:Jônatas Magalhães Santos
Instituição Sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Adolescentes   Crianças
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:adolescente | criança | neuromodulação não invasiva | Psiquiatria intervencionista

Resumo

Os transtornos psiquiátricos são as principais causas de anos de vida perdidos por incapacidade. Quando se apresentam em crianças e adolescentes, frequentemente são feitos diagnósticos tardios e tratamentos subótimos, culminando em uma cronificação da doença. As opções de tratamento são variáveis de acordo com o transtorno e vão desde abordagens exclusivamente não farmacológicas - como no caso do autismo - até uma terapia combinada de psicoterapia e farmacoterapia - como no caso da depressão. Entretanto, existem problemas nos tratamentos existentes para crianças e adolescentes, dentre os quais podemos citar altas taxas de refratariedade e aumento das taxas de suicídio. Dessa forma, o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas é necessário. A neuromodulação engloba um conjunto de tecnologias e técnicas do campo da medicina e bioengenharia com capacidade de atuar diretamente em neurônios, modulando-os de acordo com o objetivo terapêutico. Diversas técnicas de neuromodulação já são usadas na prática clínica, sejam elas técnicas convulsivas, invasivas, ou não-invasivas. As evidências existentes mostram a eficácia e segurança no uso dessas técnicas em adultos, com destaque para a estimulação magnética transcraniana (EMT) e a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC), modalidades de neuromodulação não invasiva (NIBS).Na literatura, é descrito o uso de EMT e ETCC em crianças e adolescentes para diversos transtornos psiquiátricos. O uso de EMT na depressão em adolescentes é extensamente estudado e associado com melhora clínica em meta-análises. Em outras condições, o uso de EMT parece estar associado com uma melhora clínica no transtorno do espectro autista, transtorno déficit de atenção e hiperatividade e esquizofrenia, entretanto a maior parte das descrições se limita a relatos de caso; o mesmo ocorre para o uso de ETCC. Nesse sentido, apesar de as evidências existentes na literatura serem promissoras, mais estudos são necessários na faixa etária pediátrica para que essas técnicas de neuromodulação sejam incorporadas de fato à realidade médica.

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