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Efeito da restrição calórica na sinalização via cGAS-STING na Lesão Renal Aguda no Zebrafish

Processo: 22/12833-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2023
Vigência (Término): 30 de novembro de 2026
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Beneficiário:Barbara Nunes Padovani
Instituição Sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/05264-7 - Metabolismo celular, microbiota e sistema imune: novos paradigmas na fisiopatologia das doenças renais, AP.TEM
Assunto(s):Imunomodulação   Lesão renal aguda   Restrição calórica   Peixe-zebra
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:lesão renal aguda | restrição calórica | Zebrafish | imunomodulação

Resumo

A restrição calórica (RC) é definida como a diminuição da ingestão de calorias, aproximadamente, 20 a 40%, sem a privação de nutrientes essenciais. Inúmeros efeitos benéficos são relatados em indivíduos que fazem uso da restrição calórica, tais como retardamento da senescência imunológica, melhora da saúde metabólica e prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento, incluindo câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas. Doenças renais, em especial a lesão renal aguda (LRA), resulta no aumento do estresse oxidativo nas células renais e o desenvolvimento de um processo inflamatório nos rins. Atualmente, não existe um tratamento preventivo para a LRA, deste modo, se torna necessário estudar mecanismos que possam atuar na renoproteção e evitar ou amenizar os efeitos desta condição. A partir disso, tem sido observado um efeito nefroprotetor da RC contra a lesão renal em modelos animais, além disso, já foi visto que o reajuste nutricional pode ter efeitos profiláticos ou terapêuticos em doenças renais. A existência de uma conexão entre a restrição calórica e a lesão renal gera uma gama de possíveis vias e genes candidatos a serem explorados como alvos terapêuticos. Nesse sentido, durante a progressão da LRA, o DNA mitocondrial liberado no citosol pela disfunção das mitocôndrias é reconhecido por diferentes receptores, entre eles, STING (Stimulator of interferon genes). Essa proteína é um receptor de reconhecimento padrão que faz parte da via de sinalização cGAS-STING e que age como um sensor de DNA ao reconhecer perturbações na homeostase, como o acúmulo de ácidos nucleicos sob condições de estresse ou após infecções, atuando na liberação de interferon do tipo I e outras citocinas pró-inflamatórias. Levando em consideração que o dano mitocondrial e a ativação da via cGAS-STING induzem a inflamação tubular e a progressão da LRA, nossa hipótese é que a RC resultará na melhora da função mitocondrial e diminuição a danos ao DNA além de atuar em seu reparo através da ativação do sistema antioxidante. Sendo assim, o projeto tem como objetivo estudar o efeito da restrição calórica na lesão renal aguda, focando na proteína STING para melhor compreensão dos mecanismos envolvidos durante o processo. De forma geral, estudar possíveis moléculas ou vias de sinalização que contribuem para os efeitos protetores pode ser uma estratégia eficaz para controlar o dano renal e o desenvolvimento da doença. (AU)

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