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Entre a fábrica de software e a plataforma digital: o trabalho dos desenvolvedores de software no contexto da plataformização e das metodologias ágeis

Processo: 23/04254-9
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2023
Vigência (Término): 31 de agosto de 2024
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Henrique José Domiciano Amorim
Beneficiário:Guilherme Henrique Guilherme
Supervisor: Alessandro Delfanti
Instituição Sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Toronto (U of T), Canadá  
Vinculado à bolsa:20/15078-9 - Entre a fábrica de software e a plataforma digital: as condições de trabalho dos programadores de software, BP.DR
Assunto(s):Sociologia do trabalho   Desenvolvimento de software   Plataforma (computação)   Plataformas digitais   Trabalhadores de plataformas digitais
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Desenvolvimento de Softwares | gerência algorítmica | pesquisa no exterior | Plataformização do Trabalho | trabalho digital | Uberização do trabalho | Sociologia do Trabalho

Resumo

Esta pesquisa desenvolve um estudo acerca do trabalho dos programadores de software traçando um comparativo entre os que trabalham dentro de empresas "tradicionais" produtoras de software e os que programam a partir de plataformas digitais. Partindo desta perspectiva, estamos analisando as formas de exploração, controle e monitoramento do trabalho digital e dos programadores de software na atualidade. Por um lado, discutimos como formas de organização baseadas no toyotismo operam dentro de empresas de software e quais as possibilidades de subordinação desta força de trabalho por meio destas metodologias. Por outro lado, estamos analisando as plataformas digitais, questionando esta nova forma de organizar e gerenciar o trabalho que representa, ainda, o avanço da valorização do capital para novas fronteiras. Debatemos até que ponto o trabalho de programação e desenvolvimento de software pode ser gerido por meio destas plataformas e quais são as tendências deste trabalho, buscando responder às questões: 1) é possível que este trabalho informacional, à primeira vista criativo, tenha suas características apropriadas pela gerência do trabalho, por meio das metodologias ágeis, se tornando um trabalho repetitivo e substituível? 2) quais são as tendências à plataformização deste trabalho? 3) Esta pode se tornar a maneira predominante de organização deste tipo de produção e de trabalho ou, ao menos, uma maneira que tenha uma incidência relevante? 4) como pensar a tendência ao trabalho por demanda via plataformas no mundo desenvolvido, em uma categoria profissional geralmente aceita como qualificada e bem remunerada? Os elementos que estruturam o trabalho na periferia - a informalidade, a falta de direitos - tendem a se generalizar inclusive para os países mais ricos? Ou teriam esses processos de informalização conteúdos diferentes? Para nos auxiliar a responder essas perguntas, pretendemos, no estágio BEPE, realizar uma discussão bibliográfica mais aprofundada com os pesquisadores da Universidade de Toronto e, ainda, realizar campo no terceiro maior polo de tecnologia da América do Norte, onde despontam também diversas plataformas com tarefas de trabalho para desenvolvedores de softwares. (AU)

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