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Periodontite experimental em camundongos geneticamente modificados (VAChT e Super VAChT): aspectos cardiovasculares e inflamatórios

Processo: 22/07579-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2023
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Helio Cesar Salgado
Beneficiário:Thaís Marques da Silva
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:20/06043-7 - Modulação autonômica (simpática e parassimpática) das respostas inflamatórias e cardiocirculatórias em situações fisiopatológicas clínicas e experimentais, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):23/18278-7 - Efeito da estimulação elétrica não invasiva do vago na melhora dos sintomas, redução da inflamação e do risco cardiovascular em pacientes com transtorno depressivo., BE.EP.PD
Assunto(s):Fisiologia cardiovascular   Inflamação   Sistema nervoso autônomo   Sistema nervoso parassimpático   Variabilidade da frequência cardíaca   Periodontite   Porphyromonas gingivalis   Animais geneticamente modificados   Modelos animais
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Inflamação | Periodontite | reflexo inflamatório | Sistema nervoso autonomo | Variabilidade da Freqüência Cardíaca | Fisiologia cardiovascular

Resumo

Prado et al. (2006) desenvolveram linhagem de camundongos geneticamente modificados, os quais apresentam atenuação do transportador vesicular da acetilcolina (VAChT) (Prado et al., 2006). Esta linhagem foi denominada VAChT knockdown (VAChT KD). Sabe-se que mesmo uma modesta deficiência do VAChT é suficiente para interferir na liberação do neurotransmissor, atenuando, assim, a Função Parassimpática. Por outro lado, Zhao et al. (2011) desenvolveram outro modelo de camundongo geneticamente modificado, oposto ao anteriormente referido (VAChT KD), porém, com super-expressão da neurotransmissão colinérgica, o qual foi denominado camundongo Super VAChT (Zhao et al., 2011). Nesses animais há, normalmente, aumento de três vezes na liberação de ACh. Entende-se, assim, que o modelo de camundongo Super VAChT seja essencial para se examinar se o aumento na expressão do VAChT, em contraposição ao modelo VAChT KD, evidenciando, assim, um papel benéfico da exacerbação da Função Parassimpática, especialmente durante o desenvolvimento da periodontite induzida pela Porphyromonas gingivalis. Objetivo. Examinar o papel do Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático nas respostas cardiocirculatórias (pressão arterial, variabilidade da frequência cardíaca, função e remodelamento cardíacos) e inflamatórias (perda óssea e citocinas), no modelo de periodontite induzida pela Porphyromonas gingivalis. Desafios Científicos e Tecnológicos: O primeiro desafio deste estudo é verificar se, de fato, o comprometimento da Função Parassimpática nos animais VAChT KD teria um efeito indesejável, exacerbando as respostas inflamatórias (perda óssea e citocinas), e comprometendo as respostas cardiocirculatórias (pressão arterial, variabilidade da frequência cardíaca, função e remodelamento cardíacos) no modelo de Periodontite induzida pela Porphyromonas gingivalis. O segundo desafio é verificar se a intensificação da Função Parassimpática nos animais Super VAChT desempenharia um papel "protetor" contra os efeitos nefastos da Periodontite induzida pela Porphyromonas gingivalis, particularmente em relação às alterações cardiocirculatórias e inflamatórias destacadas acima.Meios e Métodos: Submeter os animais VAChT KD e Super VAChT à Periodontite induzida pela Porphyromonas gingivalis e realizar as seguintes abordagens: 1. Estudo hemodinâmico [pressão arterial, frequência cardíaca e variabilidades da pressão arterial e da frequência cardíaca (VFC)] e da função barorreflexa por meio de registros de Telemetria da pressão arterial e frequência cardíaca; 2) Estudo da função cardíaca por meio da ecocardiografia e do registro da pressão do ventrículo esquerdo com o cateter Millar; 3) Estudo do remodelamento cardíaco por meio da ecocardiografia, histologia e morfologia; 4) Estudo da perda óssea por meio da análise histológica com hematoxilina - eosina, fotomicrografia da sessão sagital dos molares, e microtomografia computadorizada em 3D; 5) Estudo das respostas inflamatórias por meio da dosagem de citocinas inflamatórias [TNF- ±, IL-6, IL-10 e interferon (IFN)-³], e antinflamatória (IL-10); 6) Estudo da função do Sistema Nervoso Autônomo Simpático por meio da dosagem de noradrenalina plasmática.Resultados Esperados. Caracterizar a atuação do Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático, por meio de sua atenuação, assim como por meio da sua super-expressão nas seguintes respostas: 1) hemodinâmicas [pressão arterial, frequência cardíaca, e variabilidades da pressão arterial e da frequência cardíaca (VFC)]; 2) função barorreflexa; função cardíaca (débito cardíaco, fração de ejeção, fração de encurtamento, por meio da ecocardiografia e da canulação do ventrículo esquerdo com o cateter Millar); 3) remodelamento cardíaco (análise histopatológica da dimensão do miócito e fibrose); 4) respostas inflamatórias (perda óssea e citocinas), no modelo de periodontite induzida pela Porphyromonas gingivalis. (AU)

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