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O IPHAN e o patrimônio indígena: um silêncio e a arquitetura (1937-1988)

Processo: 21/01418-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2022
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Silvana Barbosa Rubino
Beneficiário:Luana Espig Regiani
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):22/16210-3 - O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o patrimônio indígena: silêncio, arquitetura e abordagens internacionais, BE.EP.DR
Assunto(s):História da arquitetura   História intelectual   Patrimônio
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:História Da Arquitetura | História Intelectual | modernidade brasileira | patrimônio | Patrimônio indígena | História Intelectual

Resumo

Esta pesquisa pretende estudar o modo como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) atuou sobre a noção de patrimônio indígena - sobretudo o arquitetônico, entre 1937-1988. Desde sua fundação, o IPHAN capitaneia a construção histórica de um autêntico passado brasileiro. É evidente o ofuscamento que o instituto engendrou sobre a memória dos povos originários: ainda que reconhecida como fundante, teve espaço inferior ao legado colonial europeu. Esse silêncio pode ser demonstrado pela ausência de iniciativas de tombamento de bens indígenas no período, por pareceres pouco sensíveis ou inertes a questão, além dos raros financiamentos de excursões relacionadas ao assunto ou, ainda, pelo número reduzido de artigos sobre o tema na revista oficial do órgão. Tem-se, por hipótese, que essa preterição não é fortuita: existia uma inadequação do instituto quanto ao legado indígena, que não se encaixava dentro de uma pretendida narrativa unificante e representativa de um país moderno. Esse mal-estar levou a debates, conflitos e colaborações com outras instituições no período, especialmente o Museu Nacional, o que torna a história do patrimônio indígena no IPHAN tema de questões intelectuais que permearam diferentes instâncias culturais brasileiras. Recorrendo a documentos, pesquisas de campo, imagens, desenhos e textos, pretende-se perfazer as atuações do IPHAN nas primeiras cinco décadas de suas atividades, no período que antecede as novas políticas de proteção discutidas pela Constituição de 1988.

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