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Sobre o "Barroco Andino Híbrido": os principais estudos sobre a decoração de fachadas de arquitetura religiosa nos Andes entre os séculos XVII e XVIII

Processo: 22/08904-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2022
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Renata Maria de Almeida Martins
Beneficiário:Ryan Mulatinho da Silva
Instituição Sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:21/06538-9 - Barroco-açu: a América Portuguesa na geografia artística do Sul global, AP.JP2
Assunto(s):América do Sul   Arquitetura religiosa   Barroco
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:América do Sul | Arquitetura e Arte | Arquitetura Religiosa | Artes ameríndias | Barroco | Culturas Andinas | História da Arquitetura e da Arte

Resumo

Este projeto de iniciação científica pretende produzir um levantamento dos principais estudos historiográficos sobre a decoração de fachadas na arquitetura religiosa nos Andes durante os séculos XVII e XVIII. O processo de colonização espanhola na América Andina trouxe modelos e repertórios europeus para a produção artística e arquitetônica da região, no entanto, concepções ancestrais andinas foram ressignificadas, principalmente nas fachadas, dando origem a um barroco de caráter híbrido. Este se caracterizou, sobretudo, pelo desenvolvimento de decorações repletas de elementos referentes à fauna e à flora americanas, além da adoção de códigos presentes em tradições pré-colombianas, ligados, por exemplo, à sofisticada produção têxtil; à elaboração de pigmentos provenientes de plantas, com propriedades naturais e simbólicas (SIRACUSANO, 2005); e ainda, ao primoroso trabalho com a pedra (GASPARINI, 2015). Além disso, motivos da grotesca e elementos da cultura emblemática europeia passam também a circular em objetos de tradição andina, como nos copos quero ou qero (CUMMINS, 2002), ou nos mantos cerimoniais femininos lillac e nas túnicas masculinas, uncus (PHIPPS, 2018). Tendo em vista a multiplicidade de informações contidas nessas arquiteturas, e as perspectivas transdisciplinares envolvidas (arqueologia, antropologia, cultura material, história social, etc.), as fachadas andinas, são, portanto, um meio de registro histórico da re-existência das culturas locais ameríndias frente às rupturas e choques culturais provocados pelo processo colonizador. O estudo das particularidades decorativas presentes nessas fachadas marcou uma forte e importante tradição historiográfica latino-americana (GUIDO, 1925; MESA, GISBERT, 1966; HARTH-TERRE, 1974; GISBERT, 2001, 2008; GUTIÉRREZ, 1997; MUJICA PINILLA, 2002), propiciando debates sobre a mestiçagem, a interculturalidade, e a transculturação, ainda de interesse internacional (GONZÁLEZ, MARANGUELLO, 2016; COHEN-APONTE, 2017). Tal temática permite aprofundar um campo ainda pouco explorado na historiografia brasileira (MARTINS, 2013, 2015), destrinchando as camadas de estruturação presentes na composição física e cosmológicas das obras de um "Barroco Andino Híbrido" (BAILEY, 2010), com diferentes ressonâncias na América do Sul, e na sua geografia artística. Esta pesquisa, portanto, pretende também colaborar diretamente com os objetivos do Projeto Jovem Pesquisador fase 2 financiado pela FAPESP na FAUUSP, intitulado "Barroco-Açu. A América Portuguesa na Geografia Artística do Sul Global".

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