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Estudos morfofuncionais da interação entre os grupamentos neuronais catecolaminérgico e colinérgico do bulbo na modulação das funções hepáticas e pancreáticas

Processo: 22/02895-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de outubro de 2022
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Vagner Roberto Antunes
Beneficiário:Deborah de Paula Romeu
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurofisiologia   Nervo vago   Fígado   Pâncreas
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:fígado | Neurônios C1 | núcleo motor dorsal do vago | Pâncreas | Neurofisiologia

Resumo

A glicose é o substrato energético mais importante para a manutenção das funções do organismo, não à toa havendo uma série de mecanismos para manter seus níveis em uma faixa rigorosa. Tais mecanismos possuem uma extensa gama, com inúmeras nuances. Para citarmos o principal pilar dessa regulação, temos os hormônios pancreáticos insulina e glucagon, sendo que ambos os hormônios têm o fígado como importante sítio de ação. Apesar dos potentes mecanismos locais para o controle glicêmico, também há importante participação do sistema nervoso central. No que diz respeito aos eferentes inervando fígado e pâncreas, a principal saída simpática para esses órgãos encontra-se na coluna intermediolateral da medula espinhal, e a saída parassimpática encontra-se no núcleo motor dorsal do vago, o DMV. Dentre as vias neurais que convergem para o DMV, é de particular interesse o grupamento catecolaminérgico C1 do bulbo ventrolateral. Caracterizado por neurônios adrenérgicos, esse grupamento está envolvido em circuitarias recrutadas em situações de estresse agudo ao organismo, como hipotensão, hipóxia, e, por que não, hipoglicemia. Apesar da sólida literatura que mostra sua importância no contexto do sistema nervoso simpático, já foi mostrado que existem projeções desse grupamento para neurônios parassimpáticos do DMV, projeção essa comprovadamente excitatória. Considerando a importância da glicose como substrato energético, especialmente para o cérebro, é plausível que essa projeção excitatória do grupamento C1 para o DMV participe do controle da glicemia, especialmente através dos eferentes parassimpáticos hepáticos e pancreáticos. Dados preliminares mostram que, ao menos os eferentes com projeções para o fígado encontram-se em aposição com varicosidades e fibras originadas dos neurônios C1, um indício de sugerem que os neurônios C1 possam excitar essa parcela específica dos neurônios, com efeitos no controle glicêmico. Porém não se deve descartar a hipótese de que alguns desses neurônios do DMV inervem, concomitantemente, outros órgãos como o pâncreas. Com essas evidências em mente, investigaremos a interação entre essas duas regiões - C1 e DMV - com o auxílio de traçadores neurais anterógrados e retrógados, e técnicas de imunohistoquímica para múltipla marcação. Os dados neuroanatômicos serão analisados de forma tridimensional e por meio de microscopia eletrônica para maior refinamento dos resultados. Experimentos funcionais, por meio de estimulação optogenética permitirão também analisar a função dessa projeção no que tange à homeostase glicêmica. (AU)

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