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Caracterização clínica e biomecânica da Dor femoropatelar pós-traumática: Comparação com indivíduos assintomáticos e indivíduos com Dor femoropatelar de início insidioso

Processo: 21/09393-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2022
Vigência (Término): 30 de abril de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Fábio Mícolis de Azevedo
Beneficiário:Helder dos Santos Lopes
Instituição Sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Análise do movimento humano   Biomecânica   Dor femoropatelar   Função muscular
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Análise do Movimento | Biomecânica | Dor Femoropatelar | Função clínica | Função Muscular | Início pós-traumático | Biomecânica

Resumo

A dor femoropatelar (DFP) é caracterizada como uma dor difusa anterior no joelho, exacerbada por atividades que aumentam as forças compressivas na articulação femoropatelar. A DFP é uma das desordens musculoesqueléticas mais frequentes dos membros inferiores, afetando um em cada quatro indivíduos fisicamente ativos. Além de persistir em cerca de 50% dos casos mesmo após o tratamento, a DFP pode comprometer a função, o nível de atividades físicas e qualidade de vida dos indivíduos acometidos. Seu início pode se dar de forma insidiosa (DFP de início insidioso) ou pós-traumática (DFP pós-traumática). Evidências apontam uma persistência dos sintomas em aproximadamente 70% dos indivíduos após traumas diretos no joelho. Além da persistência a longo prazo, a DFP pós-traumática também impacta negativamente na função e na qualidade de vida dos indivíduos acometidos. Apesar desses achados, a grande maioria das pesquisas nessa disfunção são realizadas em indivíduos com DFP de início insidioso. Sabe-se que a DFP de início insidioso está associada à diversas alterações cinéticas e cinemáticas. Uma vez que essas alterações são fatores modificáveis, elas são comumente o foco de intervenções que objetivam melhorar a condição clínica de indivíduos com DFP de início insidioso. Por outro lado, pouco se sabe sobre quais alterações estão presentes em indivíduos com DFP pós-traumática. Isso pode ser explicado pelo fato do histórico de traumas, lesões e/ou cirurgias no joelho serem considerados um critério de exclusão na maioria dos estudos em DFP. Devido à escassez de estudos transversais em indivíduos com DFP pós-traumática, não evidências sobre quais alterações clínicas e biomecânicas estão presentes nesse subgrupo quando comparados a indivíduos assintomáticos. Ademais, não é possível afirmar que esses indivíduos apresentem as mesmas alterações que indivíduos com DFP de início insidioso, ou ainda se as avaliações e intervenções atualmente preconizadas também podem ser utilizadas em indivíduos com DFP pós-traumática. O objetivo geral deste projeto é comparar variáveis clínicas e biomecânicas entre indivíduos com DFP de início insidioso, pós traumática e assintomáticos. A amostra será composta por homens e mulheres entre 18 e 35 anos. A coleta de dados será dividida em duas etapas a serem realizadas em dias diferentes: (1) avaliação dos parâmetros clínicos: dor, por meio da Escala Visual Analógica da Dor (EVA); função subjetiva, avaliada pela Anterior Knee Pain Scale (AKPS). A função objetiva será avaliada por meio do desempenho funcional no Single Leg Hop Test, enquanto a flexibilidade dos extensores e flexores de joelho será avaliada pelo Ely's Test e Straight leg raise test (SLRT), respectivamente. Os parâmetros biomecânicos (ângulos de adução de quadril, flexão e abdução de joelho, momento extensor do joelho e as forças de contato femoropatelar) serão coletados durante a tarefa do Single Leg Hop for Distance por meio de um sistema de análise do movimento tridimensional.; (2) avaliação do torque máximo e taxa de desenvolvimento de torque dos extensores e flexores de joelho e abdutores de quadril, por meio do dinamômetro isocinético. Para o tratamento estatístico dos dados, análises de variância (ANOVA one way) ou um correspondente não paramétrico, serão realizadas para comparar as variáveis clínicas e biomecânicas entre grupos. Quando houver interação e/ou efeito principal (p < 0,05), serão utilizados testes post-hoc de Bonferroni para comparações múltiplas para identificar quais grupos apresentaram diferenças, considerando um valor de p significativo 0,05. Também serão calculadas diferenças médias, intervalo de confiança de 95% e tamanhos de efeito (d de Cohen) por pares (pairwise comparisons). A reprodutibilidade intraexaminador será analisada calculando o coeficiente de correlação intraclasse (CCI2,K), two-way random. Valores de ICC serão interpretados como: excelente (e0,90), boa (0,75-0,89), moderada (0,50-0,74), ou baixa (<0.50).

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
LOPES, Helder dos Santos. Dor femoropatelar traumática e atraumática: comparação de características clínicas e biomecânicas. 2023. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Ciências e Tecnologia. Presidente Prudente Presidente Prudente.

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