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Abordagens de Engenharia Genética e Biologia Sintética aplicadas ao desenvolvimento de novas variedades de laranja doce (Citrus sinensis) resistentes ou tolerantes ao Huanglongbing (HLB)

Processo: 22/10505-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2022
Vigência (Término): 31 de agosto de 2024
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Alessandra Alves de Souza
Beneficiário:Guilherme Souza Prado
Instituição Sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:20/07045-3 - Estratégias biotecnológicas e genômicas para qualidade, produtividade e manejo sustentável de citros, café e cana-de-açúcar no estado de São Paulo, AP.NPOP
Assunto(s):Biotecnologia   Engenharia genética   Biologia sintética   Citricultura   Laranja   Citrus sinensis   Greening (doença de planta)   Sistemas CRISPR-Cas   Transgenia   Candidatus liberibacter   Agrobacterium tumefaciens   Repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente espaçadas
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:biotecnologia | Cas | Citricultura | Crispr | Huanglongbing | Organismo geneticamente modificado | Biotecnologia

Resumo

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de citros e ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de produção de laranja doce (Citrus sinensis (L.) Osbeck). Devido à sua forma de produção e ancestralidade, a base genética das espécies de citros é bastante restrita, o que as torna vulneráveis a perdas de produtividade decorrentes de estresses abióticos e bióticos. Entre os fatores bióticos, destacam-se as doenças bacterianas, como o cancro cítrico, a clorose variegada dos citros e o Huanglongbing (HLB), das quais o HLB, causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. (CLs), é considerado a pior e mais devastadora doença da citricultura mundial, causando enormes prejuízos aos produtores e à indústria de citros. Não há, atualmente, variedades comerciais de C. sinensis que sejam resistentes ao HLB, tornando-se indispensável e urgente que sejam desenvolvidas plantas com o fenótipo de resistência. Entretanto, devido ao ciclo reprodutivo e forma de multiplicação de C. sinensis, as vias clássicas de melhoramento genético se tornam difíceis ou inviáveis do ponto de vista técnico, apontando as técnicas de biotecnologia moderna como alternativas adequadas para a geração destas novas variedades. Entre estas técnicas, a transformação genética via transgenia e a edição genômica via tecnologia CRISPR são algumas das principais possibilidades para explorar genes que foram relatados, mas ainda não explorados para obtenção de resistência e/ou tolerância em C. sinensis. Dessa forma, neste projeto serão utilizadas três abordagens de biotecnologia moderna com este intuito: (1) edição de genoma por meio de sistema CRISPR/Cas plasmidial; (2) edição de genoma por meio de sistema CRISPR/Cas DNA-free RNP; (3) transformação genética por meio de transgenia. As abordagens de edição genômica se basearão no knockout do gene SEOc e/ou de genes-chave do fitopatógeno no contexto de proliferação celular e infectividade. Para isso, calos embriogênicos serão transformados por Agrobacterium tumefaciens carreando vetores de expressão para o sistema CRISPR plasmidial, enquanto o sistema de RNP será utilizado para a transfecção de protoplastos utilizando lipofectamina associada ao PEG. Por sua vez, a abordagem de transgenia se baseará na transformação genética de epicótilos por imersão dos explantes e cocultivo com A. tumefaciens. Sendo assim, espera-se que as plantas regeneradas a partir das três abordagens metodológicas resultem em variedades inéditas e com fenótipos contrastantes, em algum grau, ao fenótipo observado em indivíduos suscetíveis à infecção por CLs. Almeja-se, com isso, que as variedades sejam resistentes ou, no mínimo, tolerantes ao HLB, sem que a biossegurança dos produtos biotecnológicos seja prejudicada, possibilitando futura aprovação para níveis mercadológicos, de modo que ofereçam uma solução sólida à problemática do HLB no contexto da citricultura mundial. (AU)

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