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Efeitos da dieta hiperlipídica sobre a expressão de leptina e seu receptor em células mesenquimais multipotentes extraído do tecido adiposo de camundongos

Processo: 22/03549-2
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2022
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale
Beneficiário:Andressa Franca de Sousa Bispo
Instituição Sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Assunto(s):Epigênese genética   Dieta hiperlipídica   Obesidade   Tecido adiposo   Adipogenia   Epigenômica   Reação em cadeia por polimerase (PCR)
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:adipogênese | epigenética | modificadores de histona | obesidade | tecido adiposo e obesidade

Resumo

Uma dieta hiperlipídica leva à obesidade, uma condição que gera importantes alterações no tecido adiposo branco (TAB). As células tronco mesenquimais derivadas do tecido adiposo (adipose derived Stromal Cells - AdSC), são responsáveis por gerar novos adipócitos, expandindo o tecido adiposo. Alterações na expressão de fatores de transcrição e de marcas epigenéticas no núcleo de AdSCs podem ter efeitos na proliferação e na adipogênese dessas células afetando a expansão saudável do TAB (hiperplásica) versus expansão patológica do TAB (hipertrófica) em indivíduos obesos. A leptina é uma adipocina com efeitos no sistema nervoso central, que incluem a indução do gasto energético e da saciedade. Também, tem grande relevância na ativação de células imunes e na modulação da resposta inflamatória. Na obesidade, os aumentos no acúmulo de TAB e nos níveis de leptina são acompanhados por resistência hipotalâmica à leptina. Sabe-se que, na obesidade, os efeitos centrais da leptina são prejudicados, assim, seus efeitos locais podem prevalecer e contribuir para a expansão do TAB e aumento da inflamação. Esse fenômeno tem sido considerado resistência à leptina e pode ser resultado de deficiências em vários níveis na via de sinalização da leptina, incluindo acesso reduzido do hormônio ao seu receptor devido a alterações na expressão do receptor ou alterações na transdução de sinal pós-receptor. Camundongos ob/ob deficientes em leptina apresentam hipertrofia e hiperplasia de adipócitos, bem como TAB aumentado e inflamação sistêmica. O TAB é um ambiente rico em leptina, mas as ações locais da leptina sobre a adipogênese não foram completamente investigadas. Assim, se faz necessário avaliar as contribuições da sinalização parácrina e expressão da leptina e de seus receptores, em células mesenquimais multipotentes do TAB, objetivo do presente projeto. Considerando que as AdSCs são células progenitoras que residem em um nicho altamente enriquecido em leptina secretadas por adipócitos e macrófagos no TAB em obesos, hipotetizamos que a obesidade (via ação da leptina em AdSCs), levaria a importantes alterações nas enzimas promotoras de marcas epigenéticas, que culmina na queda da expressão de alguns genes comumente silenciados na obesidade, especialmente aqueles relacionados à adipogênese. Para estudarmos estas alterações avaliaremos a expressão de leptina e seu receptor por PCR em Tempo Real, em AdSCs isoladas do TAB subcutâneo de animais controles e obesos (induzidos por dieta hiperlipídica), a fim de correlacionar os dados com demais resultados do grupo.(AU)

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