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Agricultura familiar e a globalização da produção agrícola: formação regional e desenvolvimento socioeconômico no campo modernizado do MATOPIBA baiano (Brasil)

Processo: 22/02593-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2022
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Ricardo Abid Castillo
Beneficiário:Matheus Dezidério Busca
Supervisor no Exterior: Martin Coy
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Innsbruck, Áustria  
Vinculado à bolsa:21/01327-0 - Agricultura científica globalizada e agricultura familiar nos municípios do MATOPIBA baiano: relações e contradições no uso agrícola do território, BP.MS
Assunto(s):Agricultura familiar   Produção agrícola   Agronegócio   Geografia econômica   Desenvolvimento econômico   MATOPIBA

Resumo

O atual paradigma da agricultura científica globalizada, emergido no início da década de 1990, representa o aprimoramento do paradigma anterior - a revolução verde - e adiciona novas densidades técnicas, tecnológicas e informacionais à produção agrícola, além do papel central tomado pelo capital financeiro. Os vetores hegemônicos que se impõe no território nacional buscam cada vez mais novas áreas para a expansão das monoculturas de soja, milho, cana-de-açúcar, café, algodão, entre outras, fragmentando o território através de uma regionalização produtiva. Os Cerrados do Centro-Norte - porção de Cerrado pertencente aos estados da Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins - são atualmente uma das principais áreas do país em que se busca estabelecer uma nova divisão territorial do trabalho pautada no agronegócio globalizado. Entretanto, essa aparente homogeneização do território, através da modernização capitalista do campo, tenta obscurecer os processos de especialização regional produtiva e de aprofundamento da divisão territorial do trabalho dela derivados. Os pequenos e médios produtores que não possuem grau de capitalização suficiente para se modernizar, e integrar o novo circuito superior da economia agrária, são marginalizados e impossibilitados de exercer suas funções econômica e social. A modernização do campo, portanto, é seletiva e conservadora, e gera uma sobreposição de divisões do trabalho, onde, de um lado estão os agentes hegemônicos que forçam a especialização regional produtiva e o aprofundamento de sua divisão territorial do trabalho, e de outro, os agentes não-hegemônicos, como a agricultura familiar. Tendo dito isso, o objetivo deste projeto de pesquisa é analisar e propor um debate sobre as possibilidades de um desenvolvimento socioeconômico da agricultura familiar na região Oeste Baiano, o que nos exige compreender a formação regional desta fronteira agrícola através do avanço das frentes pioneiras do agronegócio globalizado. (AU)

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