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Análise da relação entre violência doméstica na gestação e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor em duas coortes brasileiras, com realidades socioeconômicas distintas

Processo: 21/14917-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de junho de 2022
Vigência (Término): 31 de maio de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Alexandre Archanjo Ferraro
Beneficiário:Lukas Blumrich
Instituição-sede: Instituto da Criança Professor Doutor Pedro de Alcantara (ICR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Desenvolvimento infantil   Violência doméstica   Gravidez   Desempenho psicomotor   Cuidado pré-natal   Classe social   Fatores psicossociais   São Luis (MA)   Ribeirão Preto (SP)

Resumo

A violência contra a mulher é um problema crônico no Brasil, que afeta todas as classes sociais. Apesar de avanços recentes na legislação e de mudanças sociais na forma de enxergar a violência contra a mulher, pouco se notou na redução dos índices de violência. Encarado como um fenômeno social complexo, a vitimização de mulheres está fortemente relacionada ao contexto social da vítima, sendo mais frequente em áreas mais pobres e com vítimas negras. Uma das formas mais impactantes de violência contra a mulher é a violência contra a gestante, que representa uma dupla agressão, trazendo consequências tanto para a mãe quanto para o feto. São amplamente reconhecidos na literatura seus efeitos deletérios neonatais, com um aumento significativo do risco de recém nascidos pré-termo e com baixo peso. No entanto, pouco se sabe sobre a relação entre violência na gestação e o desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) dessas crianças. Nosso projeto se propõe a estudar essa relação sob a ótica da inferência causal, considerando que, seja por vias diretas relacionadas a mecanismos de reprogramação epigenética, seja por vias indiretas mediadas por desfechos neonatais ou fatores psicossociais, deve haver um atraso de DNPM relacionado à violência sofrida durante a gestação. Para tanto, serão utilizados dados das coortes de nascimento BRISA, que acompanharam mais de 2800 gestantes nas cidades de São Luís (MA) e Ribeirão Preto (SP), desde o pré-natal até o segundo ano de vida das crianças. Os dados das coortes nos permitirão testar nossa hipótese considerando o contexto socioeconômico das famílias estudadas e de cada cidade, bem como elucidar possíveis vias causais e esclarecer mediadores que expliquem o fenômeno, incluindo desfechos neonatais e psicossociais relacionados à violência contra a gestante. (AU)

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