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Propriedades de medida do Craniocervical Flexion Test em pacientes com migrânea: confiabilidade intra e interexaminador e validade de constructo

Processo: 21/14588-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2022
Vigência (Término): 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Débora Bevilaqua Grossi
Beneficiário:Amanda Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Enxaqueca sem aura   Cefaleia   Região cervical   Mulheres

Resumo

A migrânea é uma cefaleia incapacitante, que apresenta sinais de disfunção cervical associada ao quadro clínico. Uma das manifestações desta disfunção é a redução na ativação da musculatura flexora profunda do pescoço, que pode ser avaliada pelo Craniocervical Flexion Test (CCFT). O CCFT já é utilizado e recomendado por especialistas internacionais para a avaliação de pacientes migranosos, porém faltam dados das propriedades de medidas deste teste que fundamentem a qualidade, por meio da confiabilidade e da validade de constructo, de seu uso tanto por clínicos quanto por pesquisadores. Portanto, o objetivo deste estudo será determinar a confiabilidade intra e interexaminador e a validade de constructo do Craniocervical Flexion Test avaliando a incapacidade em pacientes com migrânea. Serão selecionadas 100 mulheres, com idade entre 18 e 55 anos, com diagnóstico de migrânea fornecido por um neurologista experiente segundo os critérios da Classificação Internacional de Cefaleias - 3° edição. Serão excluídas da amostra mulheres que apresentarem diagnóstico de outras cefaleias, associadas ou não à migrânea, histórico de trauma na região da cervical ou da face, gravidez, diagnóstico de hérnia ou degeneração discal na cervical, doenças sistêmicas não controladas ou que receberam bloqueio anestésico na região craniocervical nos últimos 3 meses. Serão coletados dados clínicos das participantes, e aplicados os questionários de incapacidade de cefaleia como o Migraine Disability Index (MIDAS) e o Headache Impact Test (HIT-6). Em seguida, o CCFT será realizado por dois avaliadores previamente treinados, e repetido após 7 dias da avaliação inicial. A confiabilidade inter-examinadores e intra-examinadores será realizada por meio do Coeficiente de Kappa ponderado. A validade de constructo será verificada por meio da Correlação de Spearman entre os dados do CCFT e a intensidade de dor da migrânea, pontuação final do MIDAS e do HIT-6 (p<0,05). Os resultados deste trabalho poderão fornecer subsídios para a tomada de decisão clínica e para o uso desta ferramenta na pesquisa e na prática clínica. (AU)

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