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Avaliação do volume do córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo como preditor de resposta clínica ao uso da estimulação theta-burst no tratamento da depressão unipolar

Processo: 21/10827-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2022
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Andre Russowsky Brunoni
Beneficiário:Beatriz Araújo Cavendish
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:19/06009-6 - Terapias de neuromodulação não-implantáveis: uma perspectiva para o cérebro deprimido, AP.TEM
Assunto(s):Neuromodulação   Fisiopatologia   Transtorno depressivo   Córtex pré-frontal   Estimulação magnética transcraniana   Ressonância magnética

Resumo

O Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma condição incapacitante associada a comprometimentos pessoais, sociais e econômicos. O tratamento de escolha para a depressão é farmacológico, que apresenta efeitos colaterais e resposta limitada. As técnicas de neuromodulação não-invasiva são seguras e eficazes no tratamento da TDM, tendo como mecanismos de ação o aumento de atividade e indução de neuroplasticidade pela ativação da porção dorsolateral do córtex pré-frontal esquerdo (DLPFCe), através de correntes elétricas diretas ou pulsos eletromagnéticos. O DLPFCe é uma área crítica na fisiopatologia da depressão, sendo demonstrado que a restauração da sua atividade está associada a melhora dos sintomas depressivos. Os resultados clínicos da neuromodulação, apesar de promissores, são ainda modestos. Ainda, seus mecanismos de ação são pouco conhecidos. Neste sentido, a identificação de preditores de resposta podem auxiliar tanto na identificação precoce de respondedores, economizando tempo e recursos, quanto elucidar mecanismos de ação, auxiliando no desenvolvimento da técnica. Recentemente, um estudo de nosso grupo com apoio FAPESP (JP 12/20911-5), com base em dados secundários de um ensaio clínico pivotal (Brunoni et al., 2017, NEJM) mostrou que a resposta clínica antidepressiva resultante da estimulação elétrica transcraniana esteve diretamente associada a volumes maiores do DLPFCe (Bulubas et al., 2019). Apesar de nossos achados promissores, estes foram exploratórios, circunscritos a uma amostra de 15 participantes e ainda não investigados para estimulação magnética transcraniana. Dando seguimento às linhas de pesquisa pioneiras de nosso grupo, que envolvem apoios financeiros nas áreas de neuromodulação e neuroimagem da FAPESP (auxílios APR 18/10861-7 e PT 19/06009-6, e bolsas independentes DD 19/07256-7 e PD 20/03235-2) e da Academy of Medical Sciences - UK (Newton Advanced Fellowship NAFR 12\1010), o objetivo principal deste projeto é investigar se o volume do DLPFCe, obtido através de ressonância magnética estrutural do cérebro (Aparelho Phillips, 3T, INRAD- HCFMUSP), prediz resposta antidepressiva de 20 sessões de TBS em uma amostra de 50 pacientes com TDM, que serão avaliados com escalas clínicas de depressão ao longo de 6 semanas de tratamento. Analogamente aos resultados obtidos em nosso estudo prévio, nossa hipótese é que um volume maior do DLPFCe estará associado a maior resposta antidepressiva. Como objetivos secundários, avaliaremos outras regiões de interesse (ROIs) na fisiopatologia do TDM, tais como outras áreas do córtex pré-frontal, em ambos os hemisférios, e o córtex cingulado anterior bilateralmente. Nossa hipótese é que o volume do córtex pré-frontal e do córtex cingulado anterior, bilateralmente, serão preditores de resposta antidepressiva da TBS ao longo de 6 semanas de tratamento. As medidas volumétricas serão obtidas utilizando-se o software Freesurfer e seguindo rotinas pré-estabelecidas. Na análise estatística, utilizaremos modelos lineares mistos tendo como variável dependente os escores antidepressivos e como variável independente o tempo de tratamento, os volumes estruturais das ROIs e as interações, tendo sujeitos como efeitos aleatórios. Os resultados deste estudo contribuirão para um maior entendimento dos mecanismos de ação desta técnica de neuromodulação na depressão, além de ter um potencial benefício clínico de identificação de preditores precoces de resposta. (AU)

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