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Transcritos encefálicos do gene APOE alelo-específicos de ancestralidades europeia e africana

Processo: 21/13421-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2022
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Michel Satya Naslavsky
Beneficiário:Gabriel do Nascimento Santos
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Alzheimer   Expressão gênica   Herança multifatorial   Alelos   Ancestralidade   População do Brasil

Resumo

O gene APOE é apontado como o principal fator de risco para a manifestação tardia da doença de Alzheimer e possui três alelos, µ2, µ3 e µ4, relacionados a duas substituições não sinônimas. A presença do alelo µ4 confere um risco aumentado para a doença, de forma dose dependente (razão de chances 12,9 para indivíduos homozigotos e entre 3,2 e 4,2 para indivíduos heterozigotos). A forma mais prevalente da doença de Alzheimer possui etiologia multifatorial, onde diversos fatores genéticos e ambientais influenciam em sua patologia. Fatores como idade e sexo são relevantes na determinação do risco para o APOE, estudos recentes apontam que a ancestralidade em torno do gene APOE também é relevante para o risco à doença. Indivíduos de ancestralidade afro-americana possuem um risco reduzido de desenvolver a doença em relação a brancos europeus e asiáticos. Essas regiões podem atuar de forma cis-regulatórias na modulação da expressão do gene. A população brasileira resulta de miscigenação entre populações indígenas, africanas e europeias, oferecendo uma oportunidade de estudar os efeitos das diferentes ancestralidades no risco da doença de Alzheimer. Assim, o presente projeto visa caracterizar de maneira quantitativa o papel das diferentes ancestralidades locais, nos diferentes genótipos do APOE, ao associá-los com a expressão deste gene através das técnicas moleculares de genotipagem por marcadores moleculares e de RT-qPCR. Espera-se que a expressão seja diferencialmente aumentada quando a ancestralidade europeia se mostrar presente, em comparação com as ancestralidades não europeias, e que possa explicar, em parte, a diferença de riscos observados em populações de ancestralidades distintas. (AU)

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