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Alterações metabólicas em mulheres com obesidade submetidas a exercício físico de alta intensidade associado a hipóxia intermitente de recuperação

Processo: 20/14126-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2022
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Ellen Cristini de Freitas
Beneficiário:Marcela Coffacci de Lima Viliod
Instituição Sede: Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças metabólicas   Obesidade   Fisiologia do exercício   Deep water running   Hipóxia intermitente   Metabolismo
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Deep water running | doença metabólica | Hipóxia Intermitente | obesidade | Fisiologia do Exercício e Metabolismo

Resumo

A obesidade é caracterizada como uma doença inflamatória sistêmica de baixo grau. Com o aumento do tecido adiposo, diversas citocinas apresentam alteração na síntese e secreção, resultando em desequilíbrios endócrinos. As citocinas que mais influenciam neste processo são a adiponectina, que é anti-inflamatória e reduz sua concentração durante a obesidade, e as citocinas pró inflamatórias: fator de necrose tumoral alfa (TNF- ±) e interleucina -6 (IL-6), que apresentam aumento significativo diante da obesidade. A prática de atividade física é um método não farmacológico que tem como resultante a redução do estado inflamatório sistêmico, alterando o perfil lipídico e níveis de citocinas tanto anti como pró inflamatórias, e a melhora da capacidade física do indivíduo. Devido à alta sobrecarga articular e estresse muscular, exercícios na água são recomendados para indivíduos obesos, pois mantém estímulo motor com baixo risco de lesão, assim o treinamento de corrida atada em piscina funda, também conhecido como Deep Water Running (DWR), promoverá vantagens semelhantes à realização de corrida em solo, como melhora da capacidade aeróbia, evitando impacto e possibilitando a realização de exercício em altas intensidades com menores índices de fadiga. A realização de exercício de alta intensidade reduz a disponibilidade de oxigênio para células musculares, induzindo ao meio hipóxico, o qual acarreta estabilização do fator indutivo de hipóxia 1 (HIF-1), promovendo transcrições gênicas relacionadas à eritropoiese e angiogênese. Desta forma, o presente estudo visa investigar os efeitos do exercício físico de alta intensidade associado a hipóxia de recuperação, observando tanto o perfil inflamatório e lipídico, como a capacidade física de mulheres obesas grau I. Para tal, participarão do estudo 45 mulheres com obesidade, distribuídas em 3 grupos: hipóxia, normoxia e controle. Todas realizarão testes de composição corporal, ingestão alimentar, perfil hematológico2 / 23e lipídico mais a quantificação sérica de citocinas antes e após as 8 semanas de treinamento físico. O treinamento de corrida atada em água profunda (DWR) será periodizado, intervalado de alta intensidade, com recuperação em hipóxia ou normoxia. É esperado que a hipóxia intermitente de recuperação atue como efeito aditivo na utilização do oxigênio pelo músculo resultando em melhora no perfil hematológico e lipídico, capacidade aeróbia e alterações do perfil inflamatório em mulheres com obesidade. (AU)

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