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Conexão entre o consumo crônico de etanol e a disfunção do tecido adiposo perivascular: foco nas espécies reativas de oxigênio derivadas da mitocôndria

Processo: 21/13075-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 25 de maio de 2022
Vigência (Término): 24 de maio de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Carlos Renato Tirapelli
Beneficiário:Wanessa Mayumi Carvalho Awata
Supervisor no Exterior: Thiago Bruder do Nascimento
Instituição-sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Pittsburgh (Pitt), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:19/26467-9 - Avaliação da participação da angiotensina II no efeito do consumo crônico de etanol sobre a ação modulatória do tecido adiposo perivascular, BP.DR
Assunto(s):Espécies de oxigênio reativas   Etanol   Mitocôndrias   Tecido adiposo perivascular

Resumo

Os mecanismos subjacentes à disfunção cardiovascular induzida por etanol incluem alterações na contratilidade vascular e uma resposta neuro-humoral. O sistema renina angiotensina (SRA) é apontado como um dos principais sistemas neuro-humorais relacionados ao estresse oxidativo por regular as vias oxidativas e antioxidantes. O tecido adiposo perivascular (PVAT) envolve a maioria dos vasos sanguíneos. Na condição fisiológica, o PVAT desempenha um importante efeito na redução da resposta contrátil aos agentes vasoconstritores. Porém, em algumas situações fisiopatológicas, como hipertensão arterial, o PVAT torna-se disfuncional e produz uma quantidade exacerbada de espécies reativas de oxigênio (ERO), uma resposta que leva à redução de sua ação anticontrátil. O tecido adiposo marrom, característico do PVAT que envolve a aorta torácica, contém múltiplas gotículas de lipídios e uma ampla gama de mitocôndrias. Se as mitocôndrias se tornarem disfuncionais nos adipócitos, pode haver um aumento do estado pró-oxidativo por meio de uma geração exagerada de ERO, o que pode comprometer o efeito anticontrátil do PVAT e a homeostase do tecido. Foi demonstrado que a angiotensina (ANG) II promove o aumento da produção de O2*-, H2O2 e ONOO- e uma diminuição da enzima antioxidante superóxido dismutase (mt-SOD) por meio da promoção da disfunção mitocondrial, resultando em alterações fisiopatológicas no coração, rim, células do músculo liso vascular e células endoteliais. O consumo de etanol promove a disfunção vascular por um aumento na geração de ERO, resultando em diminuição da biodisponibilidade de NO, disfunção endotelial e aumento da concentração de Ca2+ nas células do músculo liso vascular. Parte desse desequilíbrio redox ocorre via disfunção mitocondrial induzida por etanol, no entanto, se a lesão vascular induzida por etanol tem participação da disfunção mitocondrial no PVAT ainda deve ser estudado. Como o etanol está associado a lesão vascular e tem propriedade oxidante, testaremos a hipótese de que o consumo de etanol aumenta ANGII e a sinalização dos receptores AT1 no PVAT, levando à disfunção mitocondrial, produção de ROS e perda do efeito anticontrátil do PVAT. Se nossa hipótese for confirmada, nosso estudo terá implicações significativas na lesão vascular induzida pelo etanol, bem como abrirá novas oportunidades terapêuticas para o risco cardiovascular associado ao alcoolismo.

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