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O método de prova na Crítica da Razão Pura: os fundamentos da experiência possível na Analítica Transcendental

Processo: 21/02299-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2021
Vigência (Término): 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Paulo Roberto Licht dos Santos
Beneficiário:Ana Letícia Arelaro
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia moderna   Immanuel Kant   Metafísica

Resumo

Na "Doutrina Transcendental do Método" da Crítica da Razão Pura, Kant caracteriza o método de prova por ele empregado na "Analítica Transcendental" como um método transcendental de síntese por meros conceitos. É difícil compreender como é possível uma síntese por conceitos, pois Kant afirma em diversos momentos da Crítica que todo conhecimento sintético requer referência à intuição, como é o caso do método matemático de construção de conceitos. Esse problema repercutiu no Idealismo Alemão, de modo que tanto Schelling quanto Fichte argumentam que Kant, ao excluir a intuição do método de prova da filosofia, acaba por restringi-la à análise e decomposição de conceitos, tal como o método da metafísica dogmática. Contudo, pretendemos mostrar que o método de prova da Crítica da Razão Pura se diferencia do dogmatismo, pois esse método é composto por duas etapas que extrapolam a mera análise conceitual vazia. A primeira etapa encontra-se na "Analítica dos Conceitos", é a dedução transcendental que visa provar a validade objetiva das categorias; essa etapa possui o papel essencial de não permitir que a filosofia, em suas provas, tateie entre meros conceitos vazios de objetos, mesmo sem dispor de nenhuma intuição. A segunda etapa encontra-se na prova dos princípios do entendimento da "Analítica dos Princípios"; essa etapa visa estabelecer princípios sintéticos a priori, em uma síntese que possui como fio condutor não a intuição pura, mas a experiência possível. A presente pesquisa, contrapondo-se à leitura de que Kant teria proposto um método de prova analítico para a filosofia, pretende defender que a Crítica da Razão Pura propõe na "Doutrina Transcendental do Método", e emprega na "Analítica Transcendental", um método de síntese discursiva.

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