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Sistemas nanoestruturados à base de própolis verde e vermelha brasileira e seus efeitos antitumorais em células de câncer de pâncreas e em modelo de xenoenxerto em camundongos

Processo: 21/11550-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2022
Vigência (Término): 30 de junho de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia
Pesquisador responsável:Jairo Kenupp Bastos
Beneficiário:Fernando Pereira Beserra
Supervisor no Exterior: Rajesh Agarwal
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Colorado, Denver (CU), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:19/14496-4 - Determinação do potencial de nanopartículas lipídicas sólidas contendo própolis verde rica em artepelin C in vitro e na terapia tópica de feridas de ratos diabéticos infectadas com Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, BP.PD
Assunto(s):Antineoplásicos   Nanobiotecnologia   Nanopartículas poliméricas   Produtos naturais   Própolis

Resumo

O câncer de pâncreas é uma doença altamente fatal com uma taxa de sobrevivência de 5 anos de aproximadamente 10% nos EUA, e está se tornando uma causa cada vez mais comum de mortalidade por câncer. A resistência intrínseca e adquirida aos medicamentos frequentemente leva à falha do tratamento, sugerindo a necessidade crítica de medicamentos adicionais para melhorar o desfecho da doença. Além disso, os alvos da droga não são apenas células cancerosas, mas também células saudáveis, causando graves efeitos colaterais adversos. Dessa forma, há uma busca por novas estratégias terapêuticas como, por exemplo, produtos naturais. A própolis é conhecida por suas ações antioxidante, anti-inflamatória, antifúngica e antimicrobiana, e tem demonstrado atividade citotóxica contra diversos tipos de câncer, sendo as mais interessantes no Brasil a própolis verde brasileira (BGP) e a própolis vermelha brasileira (BRP). Porém, seu uso pode ser limitado devido às propriedades físico-químicas desfavoráveis, como baixa solubilidade em água, instabilidade, baixa biodisponibilidade e meia-vida curta e a nanoencapsulação pode se tornar uma estratégia interessante para melhorar a estabilidade química de fármacos e sua biodisponibilidade no ambiente in vitro e in vivo. Assim, este projeto visa o desenvolvimento e caracterização, pela primeira vez, de nanopartículas poliméricas contendo BGP e BRP e sua avaliação biológica in vitro e in vivo em modelos experimentais de câncer pancreático. Os extratos serão caracterizados por UPLC-PDA-MS. As nanopartículas serão preparadas pelo método da nanoprecipitação e caracterizadas por diferentes técnicas, e posteriormente avaliadas em diferentes tipos de linhagens tumorais pancreáticas (PANC1, AsPC1 e BxPC3), bem como no modelo de xenoenxerto de camundongo. Este estudo é inovador e irá contribuir para o entendimento da ação dos sistemas nanoestruturados à base de própolis no câncer de pâncreas, além de proporcionar ao aluno uma excelente experiência com novas técnicas e análises, aprimorando o conhecimento e ampliando a linha de pesquisa do nosso grupo no Brasil.

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