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A construção da religião como patrimônio cultural: a patrimonialização da ayahuasca enquanto problema público

Processo: 21/11399-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2021
Vigência (Término): 31 de agosto de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Ronaldo Romulo Machado de Almeida
Beneficiário:Henrique Fernandes Antunes
Supervisor no Exterior: Daniel Cefai
Instituição-sede: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Centre d'Étude des Mouvements Sociaux (CEMS), França  
Vinculado à bolsa:19/11202-0 - Sobre pluralismo e multiculturalismo: uma comparação entre os casos do Brasil e do Canadá, BP.PD
Assunto(s):Patrimônio cultural   Cultura brasileira   Religiões   Ayahuasca   Pragmatismo

Resumo

Em um diálogo com o pragmatismo francês, particularmente com a obra de Daniel Cefaï, este projeto parte do princípio de que a análise do processo de reconhecimento do uso religioso da ayahuasca como patrimônio imaterial da cultura brasileira pode proporcionar um estudo relevante sobre os modos pelos quais a religião assume a forma de um problema público no Brasil. Segundo a corrente pragmatista, os problemas públicos surgem e tomam forma quando uma comunidade mobilizada em torno de uma questão se esforça para circunscrever, conter, compreender e controlar uma situação entendida como problemática, bem como sua evolução e modos de resolução. Assim, a constituição de um problema público não diz respeito apenas às pessoas diretamente afetadas, mas também aos membros de uma comunidade política que se percebem como indiretamente concernidos e que se mobilizam disputando os sentidos e as formas de controle do problema. Nesse sentido, as recentes mobilizações e controvérsias em torno do reconhecimento do uso religioso da ayahuasca como patrimônio imaterial da cultura brasileira pelo IPHAN vêm tornando visível as formas pelas quais as fronteiras, alianças e tensões entre religiões ayahuasqueiras, grupos indígenas, agentes estatais e membros da sociedade civil, tomam forma no contexto do controle do processo de produção de políticas públicas de patrimonialização. Assim, o presente projeto propõe analisar o processo de patrimonialização da ayahuasca enquanto problema público no Brasil. Para isso, faremos uso da metodologia desenvolvida pela sociologia dos problemas públicos para analisar o universo documental e empírico em torno do tema da patrimonialização da ayahuasca, que inclui artigos, dissertações, entrevistas com atores envolvidos no processo, produções institucionais de grupos ayahuasqueiros, documentos produzidos em eventos acadêmicos, cartas de recomendações sobre os usos adequados da ayahuasca, pareceres de órgãos governamentais e de empresas privadas, dentre outros documentos. (AU)

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