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Circulação da psicologia social norte-americana: França e Brasil em perspectiva comparada (1920-1945)

Processo: 20/07057-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 04 de janeiro de 2022
Vigência (Término): 02 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Marcia Cristina Consolim
Beneficiário:Marcia Cristina Consolim
Anfitrião: Christophe Charle
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Local de pesquisa: Institut d'Histoire Moderne et Contemporaine (IHMC), França  
Assunto(s):Psicologia social   História social   Intelectuais   Ciência   França (país)   Brasil

Resumo

Trata-se de fazer um estudo comparado entre as "ciências do homem" praticadas na França e no Brasil a fim de analisar de que maneira os fatores propriamente sociológicos atuaram na recepção da "psicologia social" norte-americana nos dois países no período entreguerras. Entre esses fatores, pretende-se destacar os seguintes aspectos: 1. A posição dos dois países no espaço transnacional e a relação que ambos mantêm com os Estados Unidos por meio de agências públicas ou privadas de financiamento à pesquisa científica; 2. O papel desempenhado por ambas as tradições intelectuais nacionais e sua relação com as novas ciências do homem; 3. A trajetória social e intelectual dos agentes, em particular a formação, a profissionalização e a circulação internacional de intelectuais de ambos os países; 4. O papel da institucionalização das ciências do homem nos vários níveis de ensino - primário, secundário e superior - bem como em instituições técnico-científicas de apoio a políticas sociais. Por um lado, trata-se de mostrar que, a despeito de suas diferenças, ambos os contextos intelectuais apresentam as mesmas oposições: a psicologia social norte-americana é percebida como mais "positiva" e "científica" em oposição a um saber "filosófico" ou "abstrato", de inspiração francesa; além disso, essa percepção resulta, em ambos os casos, do contato com pesquisas e autores norte-americanos, cuja difusão se dá por meio do financiamento por parte da filantropia norte-americana; finalmente, observa-se o mesmo tipo de adaptação desse novo saber em ambos os contextos nacionais, resultando em um maior ecletismo teórico e metodológico. Por outro lado, as diferenças resultam da relação dos intelectuais com o Estado e com as instituições de ensino: no Brasil, a "psicologia social" é praticada por médicos de formação e é prestigiada pelos educadores reformistas, institucionalizando-se nas recém-criadas instituições de ensino superior; na França, refere-se a um debate sobre os limites entre psicologia e sociologia no círculo dos durkheimianos e de seus concorrentes, cujo impacto institucional restringe-se a instituições técnico-científicas extra universitárias. (AU)

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