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Respostas neurais em V1 e V6 durante visão livre

Processo: 21/11277-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de outubro de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Convênio/Acordo: Sociedade Max Planck para o Avanço da Ciência
Pesquisador responsável:Gustavo Rohenkohl
Beneficiário:Richard Barana Block Moura
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/10429-5 - Conectividade neural durante o comportamento visual ativo, AP.JP
Assunto(s):Neurociências   Visão   Atenção visual   Percepção visual   Neurônios   Saguis   Callithrix

Resumo

Nosso conhecimento sobre o funcionamento do cérebro é em grande parte baseado em evidências obtidas em experimentos com um alto nível de controle, mas também extremamente artificiais. E na área de visão isso não é diferente. Desde os estudos seminais de Hubel e Wiesel no fim da década de 50, a grande maioria dos experimentos na área de visão utilizam tarefas de fixação, em que os animais ficam com os olhos fixados em ponto específico por segundos, enquanto estímulos são apresentados na periferia do campo visual. Entretanto, diversos animais - incluindo humanos e outros primatas - movem os olhos de 3 a 4 vezes por segundo, constantemente trazendo objetos de interesse para o centro do campo visual. Portanto, para avançar nosso entendimento do processamento visual, é de suma importância que os experimentos de laboratório se aproximem das condições mais naturais de visão. Esse projeto visa entender como áreas visuais primária (área V1) e superiores (V6) processam estímulos mais naturalísticos (i.e. filmes), enquanto são livremente explorados com os olhos pelos animais. Para tanto, saguis (Callithrix jacchus) observavam livremente vídeos de cenas "naturais", como filmagens de paisagens ou lugares. Durante a observação dos vídeos, a atividade neural em três animais foi registrada por meio de implantes de dois eletrodos lineares, de 32 contatos cada. Além do registro neural, a todo instante foram registradas as posições dos olhos dos animais, por meio de câmeras de eye-tracking; dessa maneira conseguimos definir, a cada instante, o local onde os animais estavam olhando nas cenas visuais, e as regiões da cena presentes do campo receptivos dos neurônios registrados. Nosso objetivo é de avaliar atividade neural nessas condições mais naturalísticas que o experimento propõe, o remapeamento de células em V1 e V6. Por alguns milissegundos antes de uma sacada, e durante a mesma, buscamos analisar qual região e o quê, da cena visual, está sendo processada pelos neurônios. Os resultados desse estudo nos permitirão fazer uma inferência mais robusta da percepção visual e sua relação com sacadas, e entender melhor o fenômeno pela avaliação da dinâmica neural com estímulos que se aproximam mais das condições naturais em que os animais vivem. (AU)

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