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Efeito da desconexão de hábitats sobre o microbioma terrestre na Floresta Atlântica e consequências para a imunidade de anfíbios

Processo: 21/02414-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 31 de agosto de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Célio Fernando Baptista Haddad
Beneficiário:Ananda Brito de Assis
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Anfíbios   Conservação   Fragmentação de habitat   Patógenos   Ecologia da paisagem

Resumo

Uma consequência direta da degradação ambiental é a desconexão entre hábitats terrestres e aquático. Na Floresta Atlântica, tal fenômeno resulta numa alta proporção de fragmentos florestais sem corpos de água perenes. Este cenário envolve um impacto severo sobre as populações de anfíbios, em função, dentre outros fatores, de uma susceptibilidade maior às doenças infecciosas. O microbioma dérmico dos anfíbios é um sistema de defesa, inclusive contra a quitridiomicose, uma pandemia causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis (Bd). Entretanto, a estrutura e a função do microbioma dependem, parcialmente, da dinâmica dos microrganismos ambientais. Estes, por sua vez, dependem da qualidade do ambiente. A hipótese central desta pesquisa é de que a estrutura e a configuração de hábitats na paisagem são fatores determinantes da diversidade e da função do microbioma ambiental recrutado pelos anfíbios. Será testado o possível efeito da conectividade de hábitats - aquáticos e terrestres - sobre o microbioma do solo, incluindo a capacidade facilitadora ou inibitória em relação ao fungo Bd. A partir disso, será também verificado se o microbioma ambiental explica diferenças na diversidade e na resposta do microbioma de anfíbios ao fungo B. dendrobatidis. Serão feitas amostragens microbianas no ambiente terrestre e aquático de oito paisagens florestais compostas por florestas contínuas e fragmentadas, sob duas condições de conectividade: presença e ausência de corpos de água. Análises metagenômicas do gene RNAr 16S caracterizarão as comunidades microbianas. A avaliação da atividade antifúngica de bactérias isoladas será feita a partir de bioensaios e do cruzamento de informações com um crescente banco de dados de bactérias anti-Bd. A compreensão dos mecanismos envolvidos no recrutamento e modulação do microbioma animal diante da fragmentação do hábitat tem potencial de aplicação em estratégias de conservação da biodiversidade, pois, a partir disso, será possível propor quais configurações de paisagens serão mais promissoras para a mitigação de efeitos negativos de doenças emergentes. (AU)

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