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Trabalho e política no Brasil e nos Estados Unidos: os deslocamentos do precariado na atual crise sociorreprodutiva (2008-2021)

Processo: 21/06524-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2022
Vigência (Término): 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia
Pesquisador responsável:Ruy Gomes Braga Neto
Beneficiário:Ruy Gomes Braga Neto
Anfitrião: Paul Clark
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Pennsylvania State University, Estados Unidos  
Assunto(s):Sociologia do trabalho   Trabalho   Classe social   Crise econômica   Brasil   Estados Unidos

Resumo

O projeto visa mapear a reconfiguração das identidades coletivas dos trabalhadores no atual contexto marcado pela crise sociorreprodutiva iniciada em 2008 e aprofundada pela pandemia do novo coronavírus. Para tanto, pretendemos construir uma comparação entre conflitos sociais envolvendo trabalhadores pobres no Brasil e nos Estados Unidos. No caso brasileiro, enfatizaremos a desconstrução da relação salarial fordista por meio da plataformização do trabalho, destacando os conflitos entre trabalhadores protegidos pela CLT e "empreendedores" populares informais no bojo de seu processo de mobilização nacional, e analisaremos a história da rede "Emancipa" de educação popular a fim de explorar da perspectiva da juventude negra os conflitos entre o centro e as periferias. No caso estadunidense, investigaremos o processo de desconstrução do pacto fordista a partir da "racialização" da classe trabalhadora branca expulsa da proteção trabalhista pela desindustrialização do "Cinturão da ferrugem". Ademais, observaremos o movimento Black Lives Matter (BLM) cujo eixo gravita em torno da defesa das comunidades pobres e segregadas contra a violência policial, a exclusão social, a segregação racial e a pobreza. Em ambos os países, enfatizaremos os conflitos ligados à resistência das famílias trabalhadoras frente à precarização de suas condições sociorreprodutivas. Assim, pretendemos testar a hipótese segundo a qual estaríamos assistindo à reconfiguração das identidades classistas em escala global em torno de lutas que defendem e lutas que desafiam fronteiras entre trabalhadores brancos e negros, protegidos e informais, nacionais e imigrantes, além de explorados economicamente e espoliados dos direitos trabalhistas e sociais. (AU)

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