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Efeito de agrotóxicos no sistema imune de abelhas sem ferrão (Hymenoptera: Meliponini)

Processo: 21/09996-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Fisiologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Roberta Cornélio Ferreira Nocelli
Beneficiário:Cliver Fernandes Farder Gomes
Instituição-sede: Centro de Ciências Agrárias (CCA). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Araras , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/21097-3 - Interações abelha-agricultura: perspectivas para a utilização sustentável, AP.TEM
Assunto(s):Avaliação de risco   Produção de alimentos   Ecotoxicologia

Resumo

As abelhas desempenham um papel fundamental como polinizadores de plantas nativas e cultivadas. Entre esses insetos, a abelha africanizada Apis mellifera (Hymenoptera: Apidae) é considerada um importante polinizador para diversas culturas agrícolas, em função principalmente, do seu hábito generalista. No entanto, além desta espécie, as abelhas sem ferrão merecem atenção, uma vez que elas podem polinizar de forma igual ou até mesmo mais eficiente que A. melífera. As populações das abelhas têm sido ameaçadas por diferentes fatores, entre eles o aumento do uso de pesticidas na agricultura que podem provocar a mortalidade e efeitos adversos na morfologia de órgãos. Além disso, o sistema imune das abelhas pode ser afetado após a exposição aos agrotóxicos, o que pode impactar diretamente a sobrevivência desses polinizadores. Apis mellifera é utilizada como modelo de polinizador em testes de avaliação de risco de agrotóxicos para abelhas no Brasil e em outros países. No entanto, considerando a importância ecológica e econômica das abelhas sem ferrão, os testes de toxicidade para essas abelhas devem ser realizados para compreender se os agrotóxicos afetam ambas as espécies de abelhas da mesma maneira. Nesse sentido, o projeto tem o objetivo de avaliar as interações e efeitos de diferentes classes de inseticidas no sistema imune de duas espécies de abelhas nativas e comparar com o híbrido africanizado. Serão estudadas abelhas operárias das espécies Melipona scutellaris, Scaptotrigona postica e A. mellifera africanizada de, pelo menos, três colônias diferentes não parentais. Essas abelhas serão expostas a concentrações realísticas (ng/microlitro) de um inseticida neonicotinóide (imidacloprido), um fungicida (piraclostrobina) e um herbicida (glifosato). Para cada experimento, grupos de 30 abelhas, provenientes de três diferentes colônias, serão expostas em laboratório às concentrações subletais oferecidas no alimento, de forma isolada e combinada. As abelhas serão coletadas, anestesiadas sob refrigeração e dissecadas a cada 24 horas e o material será preparado conforme os protocolos específicos para cada técnica utilizada para investigar os efeitos de doses subletais dos diferentes agrotóxicos de forma isolada e combinada sobre: a morfologia dos hemócitos e trofócitos por meio de microscopia de luz e microscopia de força atômica; a expressão de proteínas de choque térmico (HSPs), autofagia e morte celular por meio de imunoistoquímica, utilizando os anticorpos primários anti-HSP 70 e 90, anti-LC3 A/B e anti-caspase 3 clivada; o número de células do sistema imune presentes na hemolinfa por citometria de fluxo; a taxa de encapsulação por meio do valor médio de cinza por filamento; a atividade das enzimas superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), glutationa S-transferase (GST) e fenoloxidase (PO); o padrão de expressão de proteínas relacionadas à defesa do organismo (abaecina, apidaecina, defensinas, glucose desidrogenase e himenoptaecina) por PCR-Real Time; o comportamento de caminhada e a velocidade média das operárias por meio do software Ethoflow. (AU)

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