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Descoberta de anticorpos monoclonais humanos (scFv) com reatividade cruzada e pH-dependentes para as metaloproteases de Bothrops spp

Processo: 20/13176-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Eliane Candiani Arantes Braga
Beneficiário:Isadora Sousa de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Bothrops   Phage display

Resumo

Os acidentes ofídicos acometem um grande número de indivíduos em todo o mundo, mas apresentam destaque nos países subtropicais e tropicais, causando um grande número de mortes, sequelas e deformidades. Assim, o ofidismo foi novamente incluído na lista de Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN) em 2017. No Brasil, estes acidentes são causados em sua maioria por serpentes do gênero Bothrops (~68% em 2019), o qual é representado por 27 espécies distribuídas por todo o território nacional. As peçonhas botrópicas são compostas majoritariamente por metaloproteases (~30-70%), fosfolipases (PLA2, ~7-40%) e serinoproteases (~2-24%), variando quantitativamente entre as espécies. Estes componentes fazem com que as peçonhas sejam hemorrágicas, proteolíticas e coagulantes, características que são responsáveis por muitas de suas manifestações locais e sistêmicas. O tratamento para estes envenenamentos é a administração de soro antiofídico heterólogo, no caso, antibotrópico, ou soros mistos. Entretanto, ainda existem várias desvantagens quanto a sua utilização, visto que podem desencadear reações de hipersensibilidade, como anafilaxia e Doença do Soro. Assim, novas tecnologias para a produção de antivenenos vem se tornado essenciais para o aprimoramento de antivenenos, como é o caso da técnica de phage display, que permite a seleção de anticorpos totalmente humanos contra os mais variados antígenos. De fato, esta metodologia já vem sendo utilizada para produzir anticorpos monoclonais humanos específicos e neutralizantes para diferentes toxinas de escorpiões, abelhas e serpentes. No caso de serpentes do gênero Bothrops, apenas anticorpos monoclonais humanos específicos para PLA2 foram até o momento produzidos através desta técnica. No entanto, ainda são necessários vários esforços pré-clínicos e clínicos para que estes novos anticorpos monoclonais possam ser comercializados e utilizados como terapêutica. Este projeto de pesquisa busca a seleção e produção de anticorpos monoclonais humanos do tipo fragmentos variáveis de cadeia única (single-chain fragment variable, scFvs), através da técnica de phage display, capazes de reconhecer e neutralizar metaloproteases de peçonhas botrópicas. Ainda o projeto irá produzir anticorpos aprimorados, ou seja, estes deverão apresentar dependência de pH e reatividade cruzada para metaloproteases de diferentes espécies botrópicas, constituindo um soro antibotrópico de nova geração. (AU)

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