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Alfabetização e letramento mediados pelo gênero relato de experiência vivida

Processo: 21/07999-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Ensino-aprendizagem
Pesquisador responsável:Rosa Maria Manzoni
Beneficiário:Israella Maria de Proença e Proença
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Psicologia cultural-histórica   Ensino e aprendizagem   Alfabetização   Letramento   Experiências de vida   Análise experimental

Resumo

Esta pesquisa tem como tema a produção de textos escritos na alfabetização e pretende investigar se é possível ensinar a produção de texto por meio do relato de experiência vivida para alunos do primeiro ano escolar, em contexto de ensino remoto por motivos da pandemia da Covid-19. Portanto, desenvolvida em turma do 1º ano, de uma escola pública do município de Bauru, interior do estado de São Paulo. Tem como objetivo geral analisar a escrita de crianças no primeiro ano escolar, produzida em situações de comunicação criadas para a expressão dos participantes sobre acontecimentos pessoais, cuja análise considerará suas transformações, identificando marcas do discurso interno e depois produzir um dispositivo didático que medeie esse processo. Para isso, a pesquisa apoia-se nos fundamentos psicológicos da Psicologia Histórico-Cultural (VIGOTSKI, 1991, 2020; LURIA, 2010 e LEONTIEV, 2010); na concepção de linguagem como forma de interação social (BAKHTIN, 2006); no quadro teórico-metodológico do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD), no que se refere à compreensão do agir humano da atividade de linguagem e na proposta de Sequência Didática (SD) para o ensino de línguas por meio dos gêneros textuais (SCHNEUWLY; DOLZ, 2004); na tendência pedagógica da Pedagogia Histórico-Crítica, desenvolvida por SAVIANI (2011); na proposta de alfabetização de SMOLKA (1988). O percurso metodológico da pesquisa é o do método experimental (VIGOTSKI, 1991). O ensino da produção de texto será feito por meio da elaboração de uma Sequência Didática (SD) fundamentada na didatização do gênero relato de experiência vivida, na qual conterá atividades que impulsionarão as crianças a desdobrar a escrita condensada, inicialmente, nas etapas da produção de textos pertencente a esse gênero. As atividades a serem desenvolvidas visam a promover o diálogo entre os alunos sobre as diversas experiências pelas quais estão passando nesse momento da pandemia, depois das discussões, os estudantes serão orientados a narrarem esses momentos de uma forma que eles consigam lembrar em momento posterior. Essa sequência didática será desenvolvida por meio de ambiente virtual, em cujo processo os estudantes contarão com a presença de um responsável para auxiliá-los, quando necessário, e contará também com a presença da professora da turma. A análise das produções dos textos dos participantes será feita a partir de três pontos de vista, os quais integram tanto a escrita inicial quanto a produção do gênero. Do ponto de vista da escrita inicial a análise será amparada em duas referências: 1ª) a pré-história da escrita (VIGOTSKI, 1991) e 2ª) as marcas do discurso interior ("repetições", "aglutinações", "omissões", "truncamentos" e "não-correspondência") (SMOLKA, 1988). Do ponto de vista das características do gênero relato de experiência vivida, a análise fundamentar-se-á nas categorias de análise do texto postulados pelo ISD, especificamente considerando as características da constituição do gênero relato de experiência vivida. (AU)

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