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Desenvolvimento de peletizadora a frio para processamento de matérias-primas termossensíveis: uma aplicação para a pós-colheita de lúpulo

Processo: 21/10116-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Engenharia Agrícola - Engenharia de Processamento de Produtos Agrícolas
Pesquisador responsável:Francisco Manuel Barrales
Beneficiário:Francisco Manuel Barrales
Empresa:Aureliano Agostinho Dias Meirelles
CNAE: Atividades de pós-colheita
Fabricação de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária, exceto para irrigação
Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de alimentos, bebidas e fumo
Vinculado ao auxílio:20/09725-1 - Desenvolvimento de peletizadora a frio para processamento de matérias-primas termossensíveis: uma aplicação para a pós-colheita de lúpulo, AP.PIPE
Assunto(s):Pós-colheita   Lúpulo   Peletização   Refrigeração   Agricultura familiar   Cerveja

Resumo

O lúpulo, uma planta perene com flores muito aromáticas e de sabor amargo, tem como uso principal a produção de cerveja. O consumo de cerveja registrou um aumento médio de 5% ao ano na última década, impulsionado em grande parte pelo segmento de cervejas artesanais, que tiveram um crescimento médio de 20% no mesmo período. O Brasil se posiciona como o terceiro produtor mundial desta bebida, sendo registrado no Estado de São Paulo o maior número de novas cervejarias, chegando a um aumento de 39% no triênio 2017-2019. O insumo de maior impacto no custo de produção da cerveja é o lúpulo, majoritariamente importado dos Estados Unidos e da Alemanha. Nas cervejarias o lúpulo pode ser usado na forma de flores frescas ou secas, pellets e até extratos. Porém, as flores trazem grandes problemas para a indústria em relação ao volume de estoque, estabilidade ao longo do tempo e dificuldades tecnológicas no processo, como entupimento de tubulações e diminuição do rendimento durante a produção cervejeira. Por outro lado, o elevado custo dos extratos de lúpulo fazem com que apenas os maiores produtores de cerveja possam adquirir este insumo. Por isso, a forma de lúpulo mais procurada pelas cervejarias é o lúpulo em pellets, que supera estas dificuldades, além de fazer parte da cultura dos cervejeiros. A partir de 2015 a produção nacional de lúpulo começou ganhar destaque, as técnicas de manejo agronômico evoluíram, permitindo obter lúpulos de qualidade e em quantidade significativas no território brasileiro. No entanto, os equipamentos específicos para a pós-colheita deste produto não se desenvolveram no mesmo ritmo, provocando um entrave para o crescimento do setor. Assim, os produtores de lúpulo conseguem produzir, colher e secar o lúpulo, porém ainda falta evoluir na etapa de peletização que é fundamental para acelerar a comercialização deste produto. A peletização do lúpulo precisa seguir cuidados estritos. Para evitar a oxidação dos valiosos compostos orgânicos voláteis e resinas, deve-se minimizar o contato com o oxigênio do ambiente e evitar o uso de temperaturas superiores a 35°C. Neste contexto, este projeto foi criado pela Kalamazoo Natural Solutions, baseado nas necessidades científicas e oportunidades de mercado, para o fortalecimento do mercado dos produtores de lúpulo nacional, que estão em expansão no Brasil. Este projeto pretende valorizar o lúpulo nacional, e transformá-lo em um produto que irá potencializar o seu consumo pelas microcervejarias brasileiras. Deste modo, o objetivo geral deste projeto é desenvolver um sistema de refrigeração e injeção de gases aplicados na peletização de lúpulo, que atenda à escala de produção demandada pela agricultura familiar brasileira. As atividades deste projeto estão divididas em etapas, sendo elas: (1) coleta de matéria-prima; (2) tratamento da matéria-prima; (3) aquisição de materiais para peletizadora; (4) montagem de protótipo de peletizadora; (5) peletização, avaliando diferentes relações de comprimento/diâmetro de peletização e velocidade de rotação dos rolos compressores; (6) caracterização dos pellets, em relação ao rendimento de peletização, perfil de ±-ácidos, ß-ácidos, dureza e durabilidade dos pellets; (7) tratamento de dados, será realizada para identificar as condições de peletização que resultaram nos maiores rendimentos e com maior conservação do perfil químico de compostos desejados. Espera-se conseguir produzir pellets de lúpulo com a qualidade física e química demandada pelo mercado cervejeiro brasileiro. (AU)

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